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Encontrado em seu escritório, Torres é levado à Papudinha após sentença final por tentativa de golpe

O ex-ministro bolsonarista Anderson Torres voltou nesta terça-feira (25) ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda — a chamada “Papudinha”. Ele foi intimado após o Supremo Tribunal Federal confirmar o trânsito em julgado do processo da tentativa de golpe, encerrando qualquer possibilidade de recurso para o grupo que tentou rasgar a democracia brasileira.
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A defesa informou que Torres estava com seu advogado quando recebeu a intimação e foi imediatamente escoltado até a unidade. A ordem de prisão decorre da decisão desta terça, em que o STF determinou a execução das penas de todos os integrantes do núcleo central do golpismo, incluindo o próprio Jair Bolsonaro, já condenado a mais de 27 anos.

Torres, delegado da Polícia Federal, havia sido condenado em setembro pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão. Os ministros concluíram que ele atuou para viabilizar a tentativa de golpe no fim de 2022, manipulando a estrutura do Ministério da Justiça e permitindo ações destinadas a restringir o voto de eleitores pobres e progressistas em 30 de outubro.

O ex-ministro também foi responsabilizado por abandonar o país dois dias antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, apesar das alertas de inteligência, e por guardar em casa a famigerada minuta golpista que previa intervenção irregular no sistema eleitoral. A condenação inclui crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do estado democrático de direito e dano qualificado contra patrimônio da União.
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Os advogados de Torres haviam pedido que ele cumprisse pena na Papudinha, na Superintendência da PF ou em uma unidade “equivalente”, alegando quadro de depressão desde sua primeira prisão em 2023. A Justiça acatou o pedido e ele retornou ao batalhão onde já ficou preso preventivamente por quatro meses, espaço tradicionalmente destinado a policiais e autoridades condenadas.

Com a confirmação das penas, Torres se junta à fila de bolsonaristas que deverão cumprir longas sentenças impostas pelo STF por atacarem a democracia brasileira — um capítulo que marca o desmonte jurídico da tentativa de instaurar um regime autoritário no país.

Com informações de O Globo

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Fonte: Plantão Brasil

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