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Alcolumbre promete identificar e expor quem chamou o congresso de "inimigo do povo"

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), reagiu com truculência a críticas legítimas nas redes sociais, revelando ter acionado a Polícia Legislativa das duas Casas para identificar os cidadãos que publicaram a expressão “Congresso Inimigo do Povo”. A reação, que marcou o seu recente pronunciamento em defesa do Parlamento, mostra o incômodo da cúpula com o sentimento de desaprovação popular.
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Em seu discurso, Alcolumbre prometeu divulgar os nomes dos responsáveis pelo uso do termo, que viralizou nas redes sociais e representa uma manifestação legítima do público. "Estamos investigando quem fez essas agressões. Vamos tornar isso público", declarou o senador, reforçando que tanto a Polícia Legislativa do Senado quanto a da Câmara estão apurando a autoria das postagens, que ele considera terem sido "patrocinadas por muitos".

Apesar de considerar injusto o rótulo de "inimigo do povo", o senador defendeu o papel da Casa, mencionando sua atuação em momentos cruciais. Ele destacou, como exemplo de eficiência, a rápida aprovação da PEC da Transição em apenas 25 dias, garantindo assim as condições fiscais necessárias para o governo Lula implementar políticas públicas essenciais.
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Alcolumbre aproveitou o pronunciamento para criticar "autoridades" que, segundo ele, também usaram o termo, alegando que o Congresso tem sido alvo de "agressões, ataques e ofensas" desde o anúncio da nova vaga no STF em 20 de novembro. O senador acusou essas figuras de distorcerem o papel constitucional do Legislativo.

O presidente do Senado afirmou ter se tornado alvo de ataques pessoais após defender que a sabatina e a votação do indicado ao Supremo são prerrogativas exclusivas do Senado, complementares à escolha feita pelo presidente da República. Ele insistiu que "em nenhum momento qualquer senador tentou usurpar as prerrogativas do presidente da República", classificando como "inacreditável" as acusações de que o Senado teria tentado interferir na indicação de Jorge Messias ao STF.

O episódio, no entanto, expõe a hipersensibilidade da liderança do Congresso Nacional e seu alinhamento com a retórica autoritária ao usar o aparato policial para investigar a liberdade de expressão e a crítica popular, que é o verdadeiro pilar de uma democracia.

Assista ao vídeo:

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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