Política

Lula reconhece música gospel como manifestação cultural e reforça diálogo com evangélicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (23) um decreto que reconhece a música e as manifestações da cultura gospel como parte da cultura nacional, estabelecendo diretrizes para sua promoção institucional. O anúncio ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto, marcada pela presença de líderes religiosos e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O movimento é interpretado dentro do governo como uma tentativa de reforçar a aproximação com o eleitorado evangélico, grupo cuja relação com o governo federal enfrenta desgaste, com uma pesquisa da Quaest mostrando que a desaprovação de Lula entre evangélicos subiu de 58% para 64%.
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Durante o evento, Lula afirmou que a medida representa um gesto de reconhecimento. "A cultura gospel não tinha o reconhecimento formal no âmbito da política cultural. Isso dificultava a sua inclusão no planejamento das ações e na preservação de suas manifestações. Hoje estamos inaugurando esse momento", declarou o presidente, reforçando que o decreto expressa o compromisso do Estado com "a liberdade religiosa, com o diálogo e com o respeito". O texto estabelece que a cultura gospel – incluindo música, artes visuais, literatura religiosa, dança de adoração, teatro e outras formas de expressão ligadas à vida cristã – será tratada oficialmente como manifestação da cultura brasileira, com diretrizes para estimular a criação artística, capacitar agentes culturais e fomentar a circulação nacional e internacional de artistas gospel.
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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, avaliou que a nova política aproxima "o cotidiano das comunidades de fé e a institucionalidade cultural" e representa um avanço na integração entre diferentes expressões religiosas. Entre as ações previstas estão o incentivo à pesquisa e preservação de acervos, o estímulo à profissionalização do setor e a criação de mecanismos para garantir a inclusão do gospel no Sistema Nacional de Cultura. A medida surge em um contexto de preparação para o ciclo eleitoral de 2026, quando Lula poderá buscar um quarto mandato, exigindo a recomposição de pontes com segmentos que demonstraram resistência ao seu governo, como parte significativa da comunidade evangélica.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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