Economia

Gigantes da energia eólica lucram enquanto camponeses perdem audição e moradias

A expansão desenfreada dos parques eólicos no Nordeste, conduzida por grandes corporações sob o pretexto de energia limpa, está atropelando a saúde e a dignidade das comunidades rurais. Em municípios como Caetés e Paranatama, famílias inteiras estão sendo expulsas de suas terras pelo ruído ensurdecedor das turbinas. O que deveria ser progresso tornou-se um pesadelo de insônia, ansiedade e perda auditiva, expondo a face perversa de um modelo que prioriza o lucro de empresas estrangeiras em detrimento do bem-estar do trabalhador brasileiro.
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A negligência é técnica e humanitária: torres são instaladas a meros 200 metros das casas, ignorando padrões internacionais que exigem distâncias de até 2 km para proteger a audição e o sono da população. Casais de agricultores, que dedicaram a vida ao campo, hoje abandonam seus sítios para fugir da tortura acústica, enquanto as empresas responsáveis se recusam a pagar indenizações justas. É o retrato de uma "justiça" que tarda a socorrer o povo contra o poder econômico das gigantes da energia.

Os movimentos sociais, como a Escola dos Ventos, têm sido a voz de resistência contra esse descaso. Em cidades como Venturosa, as supostas compensações sociais prometidas pelas empresas são vergonhosas: praças abandonadas e reformas acústicas ineficazes que não devolvem a paz às famílias. A luta dessas comunidades é por reparação histórica e por um modelo de desenvolvimento que respeite a soberania local e não transforme o Nordeste em um campo de sacrifício para o mercado financeiro.

A situação exige uma intervenção estatal rigorosa para estabelecer limites claros e punir abusos. Não se pode aceitar que a transição energética seja feita às custas do adoecimento de camponeses e da destruição de modos de vida tradicionais. Enquanto as empresas admitem erros mas fogem da responsabilidade financeira, o povo segue mobilizado, exigindo que o vento traga prosperidade real, e não apenas o barulho da exploração e do abandono.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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