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Ano novo na cela! Bolsonaro voltou para a prisão no primeiro dia do ano após alta

Após uma tentativa frustrada de usar sua condição de saúde para escapar da cela, o condenado Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira. Sem o benefício da prisão domiciliar, o ex-mandatário foi escoltado de volta à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele continua a cumprir sua sentença de 27 anos e três meses de reclusão, resultado de sua participação direta na tentativa de golpe de Estado e em outros quatro crimes graves contra a democracia brasileira.
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A defesa do político, em mais uma estratégia para tentar flexibilizar o regime fechado, solicitou que ele permanecesse internado até a decisão de um pedido de prisão domiciliar humanitária. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a manobra. Na porta do hospital, o cenário de decadência do movimento golpista foi evidenciado por um pequeno grupo de dez apoiadores que, entre bandeiras e ofensas ao presidente Lula, viram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apenas acenar de dentro de um veículo.

A internação, ocorrida na semana passada, foi motivada por uma cirurgia eletiva de hérnia inguinal. Durante a recuperação, Bolsonaro apresentou crises de soluço e passou por novos procedimentos. Os advogados alegaram que o quadro exigia cuidados contínuos impossíveis de serem realizados no ambiente prisional. Entretanto, Moraes foi enfático ao declarar que os laudos médicos mostravam, na verdade, uma melhora progressiva, desmentindo a tese de que haveria qualquer risco que justificasse o tratamento privilegiado em casa.
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O ministro destacou em sua decisão que a Superintendência da Polícia Federal possui plena capacidade de cumprir todas as prescrições médicas necessárias. Moraes reiterou que não surgiram fatos novos que pudessem alterar o entendimento da Justiça, mantendo a negativa já proferida em dezembro. Ficou claro que o desconforto pós-operatório não se traduz em uma condição de saúde debilitada o suficiente para conceder benefícios a quem atentou contra as instituições do país.

Além da questão clínica, o magistrado recordou o histórico de descaso de Bolsonaro com a justiça. A manutenção do regime fechado fundamenta-se nos sucessivos descumprimentos de medidas cautelares e em indícios concretos de tentativa de fuga, o que inclui o episódio da destruição dolosa de sua tornozeleira eletrônica. Para o Judiciário, a permanência no presídio é a única forma de garantir a aplicação da lei diante de um réu que já demonstrou disposição para burlar as regras impostas.

O tratamento para os soluços consistiu em bloqueios anestésicos no nervo frênico, realizados em ambos os lados para conter as contrações involuntárias do diafragma. Apesar da complexidade técnica do nome, o procedimento é pontual e não compromete a respiração nem a autonomia do paciente. Com a alta confirmada pelos próprios médicos, Bolsonaro encerra seu período fora da cela e retorna ao local onde deve prestar contas por seus crimes contra a soberania nacional.

Assista ao vídeo:

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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