"Medo e incerteza" tomam Venezuela após EUA sequestrarem e levarem Maduro para julgamento

A intervenção militar dos Estados Unidos que sequestrou o presidente Nicolás Maduro em Caracas e o levou detido para Nova York mergulhou a Venezuela em um clima de profunda apreensão e medo. De acordo com relatos da agência Reuters, as ruas de diversas cidades aparecem esvaziadas, com moradores evitando sair de casa e o comércio funcionando de forma irregular, enquanto a imagem de Maduro algemado e vendado durante o traslado causa forte impacto internacional. “Há medo e incerteza”, resumiu Alejandra Palencia, psicóloga e moradora de Maracay, descrevendo o sentimento que predomina no país.
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Enquanto Maduro aguarda julgamento em um centro de detenção no Brooklyn, acusado de narcoterrorismo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o país pretende administrar temporariamente a Venezuela e suas vastas reservas de petróleo até uma transição política, declaração que frustrou até mesmo setores da oposição venezuelana no exterior. Em resposta, Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente a presidência, reafirmou com firmeza: “Há apenas um presidente na Venezuela, e seu nome é Nicolás Maduro. Nunca mais seremos colônia de nenhum império”, consolidando o discurso de resistência do governo.
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A ação, descrita como uma das mais controversas intervenções dos EUA na América Latina em décadas, gerou imediata e dura condenação internacional. Líderes globais como o papa Leão XIV e o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestaram profunda preocupação, enquanto Rússia e China criticaram veementemente o que classificaram como “comportamento hegemônico” dos Estados Unidos. A medida estabelece um precedente perigoso para a soberania das nações, unindo vozes diversas em defesa do direito internacional e da autodeterminação dos povos, em um momento de extrema tensão geopolítica.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: Plantãobrasil

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