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"Trump não é líder, é instrumento da ILEGALIDADE", diz o economista Jeffrey Sachs

O renomado economista Jeffrey Sachs lançou um alerta contundente sobre as reais intenções de Donald Trump na América Latina, afirmando que o sequestro de Nicolás Maduro faz parte de um plano arquitetado há mais de duas décadas. Para Sachs, os Estados Unidos hoje operam como uma "máquina de guerra" que ignora a soberania das nações e o direito internacional com o objetivo único de instalar governos subordinados a Washington. Diferente da submissão vista no período bolsonarista, analistas como Sachs reforçam que essa ofensiva imperialista visa garantir o controle das maiores reservas de petróleo do mundo, localizadas em solo venezuelano.
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Segundo Sachs, Trump não age como um grande estadista, mas como um "valentão" que libera as forças mais obscuras do aparato de inteligência norte-americano para promover mudanças de regime extra-constitucionais. O economista destaca que essa política de força não representa o povo dos Estados Unidos, sendo uma decisão tomada por um "Estado de segurança" que exclui o Congresso e a sociedade do debate. Essa ruptura institucional em Washington coloca o planeta em uma rota perigosa, aproximando o mundo de um conflito de proporções catastróficas sob o pretexto de uma suposta "libertação" regional.

O diagnóstico de Sachs é de que o controle do petróleo é o combustível total dessa agressão. Ele aponta que a reação violenta do "deep state" norte-americano foi despertada quando a Venezuela reforçou o controle estatal sobre suas jazidas estratégicas. Ao sequestrar o presidente venezuelano e sua esposa, Trump atropela a Carta da ONU, que Sachs define como a "nossa linha de sobrevivência". Ao rasgar os acordos de paz do pós-guerra, o atual governo estadunidense demonstra que sua única lei é a força bruta, transformando a diplomacia em uma ferramenta de chantagem e desestabilização.
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Sachs também ressalta que a tentativa de impor governos fantoches em todo o hemisfério ocidental é uma ameaça direta a qualquer país que ouse manter uma política externa independente, como o Brasil de Lula. A visão de que o hemisfério pertence aos EUA é uma herança colonialista que Trump tenta reviver à força. Contudo, o economista adverte que a ideia de que Washington pode governar a Venezuela é uma fantasia perigosa que tende a gerar apenas caos, violência e o risco iminente de uma guerra civil com consequências imprevisíveis para toda a região.

O cenário descrito por Sachs é de uma erosão institucional sem precedentes nos Estados Unidos, onde ordens executivas substituem a lei e o complexo militar-industrial dita as regras. Enquanto o povo americano protesta nas ruas contra a agressão à Venezuela, o governo Trump ignora os apelos por paz para sustentar uma lógica de pilhagem econômica. Esse ciclo de intervenções fere de morte a integração regional e coloca em xeque a estabilidade de todos os governos latinos que priorizam o desenvolvimento social em vez da submissão aos interesses de Washington.

Por fim, o economista reforça que o sequestro de Maduro é a culminação de um projeto que tentou derrubar Hugo Chávez ainda em 2002. Para Sachs, a resistência à tutela norte-americana é essencial para impedir que o continente retroceda a um período de ditaduras e miséria impostas de fora para dentro. A preservação da América Latina como uma zona de paz depende, agora, da capacidade das nações de denunciarem essa máquina de guerra que ameaça a sobrevivência do sistema internacional e a soberania dos povos.

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Com informações do Brasil 247

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Fonte: PlantãoBrasil

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