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Lula inicia ano eleitoral com fôlego e busca consolidar palanques decisivos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia o ano eleitoral de 2026 em uma posição política mais fortalecida que a de janeiro de 2025, quando o governo enfrentava uma série de crises de imagem. Segundo a Folha de S.Paulo, uma combinação de fatores internos e externos, como a recuperação da narrativa econômica e os embates diplomáticos com os Estados Unidos, tem reforçado sua base de apoio às vésperas da disputa pela reeleição.
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Um ponto central da estratégia eleitoral tem sido o reposicionamento da comunicação, que passou a adotar um tom mais popular com o slogan "Do lado do povo brasileiro", em substituição a "União e Reconstrução". A ministra Gleisi Hoffmann destacou os resultados econômicos, como a redução do desemprego e o controle da inflação, e as vitórias legislativas, como a isenção do Imposto de Renda para faixas de baixa renda e os programas de energia popular. No entanto, tensões com o Congresso, especialmente em torno das emendas parlamentares após decisões do STF, têm gerado atritos com o centrão, base fundamental para a formação de palanques.

No cenário internacional, os atritos com os Estados Unidos, que começaram com o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e sanções ao ministro Alexandre de Moraes, permitiram que Lula se reapropriasse da bandeira da soberania nacional, tradicionalmente associada à direita. O recuo parcial de Donald Trump, que chegou a elogiar publicamente o presidente brasileiro, foi explorado como uma vitória diplomática pelo Planalto. Apesar disso, a proximidade histórica com o regime venezuelano de Nicolás Maduro, especialmente após o ataque norte-americano ao país, segue sendo um flanco explorável pela oposição.
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Internamente, a estratégia do governo será focar nos resultados do mandato e evitar que a política externa domine o debate. Lula já orientou ministros com pretensões eleitorais a deixarem os cargos a partir de abril, buscando fortalecer candidaturas aliadas nos estados. Em Minas Gerais, um dos colégios eleitorais mais importantes, o presidente busca alternativas ao senador Rodrigo Pacheco, com nomes como Tadeu Leite (MDB) e Alexandre Kalil (PDT) sendo avaliados. O caminho para a reeleição, portanto, mistura a capitalização de conquistas recentes com a complexa arte de costurar alianças em um ano de definições.
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Com informações da Folha de S.Paulo

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Fonte: PlantãoBrasil

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