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Polícia Federal vai investigar Flávio Bolsonaro por mentiras que ligam Lula a Maduro

O cerco jurídico contra as táticas de desinformação da extrema-direita ganhou um novo capítulo. O Ministério da Justiça encaminhou oficialmente à Polícia Federal o pedido de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusado de propagar mentiras graves que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao venezuelano Nicolás Maduro e ao crime organizado. O envio do documento ocorreu nos últimos dias da gestão de Ricardo Lewandowski, reforçando o compromisso da pasta com a legalidade e o combate à calúnia.
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A representação foi protocolada pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), que identificou possíveis crimes contra a honra do presidente. Em uma de suas postagens nas redes sociais, o filho "01" do ex-presidente preso afirmou, sem qualquer prova, que Maduro — recentemente sequestrado por autoridades dos Estados Unidos — teria informações para delatar Lula, o que supostamente destruiria o "Foro de São Paulo". A deputada argumenta que tais afirmações não passam de teorias da conspiração destinadas a manchar a imagem do chefe do Executivo.

Dandara sustenta que Flávio Bolsonaro cometeu crimes de calúnia, difamação e injúria ao tentar vincular Lula e partidos de esquerda ao tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Para a parlamentar, o senador ultrapassou todos os limites da crítica política ao atribuir crimes hediondos ao presidente, utilizando-se de uma narrativa fantasiosa que atende apenas aos interesses de grupos golpistas que buscam desestabilizar a democracia brasileira.
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Um ponto crucial da representação é o questionamento sobre a imunidade parlamentar. A deputada entende que o privilégio constitucional não serve de escudo para o cometimento de crimes comuns na internet. Como as publicações não possuem qualquer vínculo com o exercício do mandato legislativo ou com a atividade parlamentar típica, Flávio Bolsonaro deve responder como qualquer cidadão comum pelos ataques desferidos. A imunidade não pode ser uma licença para mentir e difamar adversários políticos.

O caso chega à Polícia Federal em um momento de transição no Ministério da Justiça. Ricardo Lewandowski deixou a pasta na última sexta-feira (9) por motivos pessoais, sendo substituído interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto. A expectativa agora gira em torno da nomeação de Wellington Cesar Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, que é o favorito de Lula para assumir definitivamente o ministério e dar continuidade ao rigor contra as redes de fake news que ainda operam sob a sombra do bolsonarismo.

Enquanto Flávio Bolsonaro mantém o silêncio diante das acusações, a Polícia Federal deverá instaurar o inquérito para periciar as publicações e ouvir os envolvidos. A ação de Dandara Tonantzin é vista como um passo vital para limpar o debate público brasileiro de acusações infundadas. Associar o presidente da República a crimes transnacionais sem um pingo de evidência não é apenas um ataque pessoal, mas uma tentativa de sabotar a credibilidade do Brasil perante a comunidade internacional.

Assista ao vídeo:


Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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