Política · Economia

Insubstituível: Haddad justifica saída da Fazenda para blindar o "único brasileiro que o mundo ouve"

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou oficialmente que deixará o comando da pasta econômica ainda neste mês de janeiro de 2026. Em entrevista à jornalista Míriam Leitão, na GloboNews, Haddad revelou que sua saída estratégica visa dedicar esforços exclusivos à construção do plano de governo para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Demonstrando total lealdade ao projeto petista, o ministro descartou qualquer pretensão de disputar cargos eletivos no próximo ano, preferindo atuar nos bastidores como um dos principais formuladores das diretrizes que guiarão um eventual quarto mandato de Lula.
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Para Haddad, o atual cenário global, marcado por tensões geopolíticas e uma nova ordem econômica, exige que o Brasil seja liderado por alguém com a estatura internacional de Lula. Ele classificou o presidente como uma figura "insubstituível", destacando sua capacidade única de dialogar com líderes de potências divergentes, como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin. Segundo o ministro, a permanência de Lula é a garantia de que o país manterá seu espaço de destaque nas decisões globais e continuará avançando em acordos históricos, como o firmado entre o Mercosul e a União Europeia.

Com a saída confirmada, Haddad indicou o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, para ser seu sucessor. O ministro defende que a troca de comando ocorra imediatamente para que o novo titular inicie o ano com total autonomia sobre o Orçamento de 2026. Durigan, que já possui grande trânsito no Palácio do Planalto e no Congresso, é visto por Haddad como o nome ideal para manter a agenda de responsabilidade fiscal e justiça tributária que permitiu ao governo reduzir o déficit público em 70% desde o início da atual gestão.
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Ao fazer um balanço de sua passagem pela Fazenda, Fernando Haddad afirmou que entrega a economia "bem encaminhada", com indicadores de crescimento e renda em patamares satisfatórios. Ele acredita que sua missão institucional foi cumprida com a aprovação do arcabouço fiscal e da reforma tributária, permitindo que agora ele colabore "de outra maneira" com o PT. A decisão de sair agora, meses antes do prazo eleitoral de abril, reforça a intenção do governo de blindar a economia de sobressaltos durante a transição para a equipe que conduzirá o país até o pleito de outubro.

A saída de Haddad também encerra especulações sobre uma possível candidatura sua ao governo de São Paulo ou ao Senado, contrariando desejos de alas do Partido Trabalhador. O ministro reiterou que seu interesse é técnico e programático, colocando-se à disposição do presidente do partido, Edinho Silva, para estruturar as propostas econômicas da campanha. Essa movimentação mostra um governo Lula organizado e antecipado no xadrez eleitoral, movendo peças-chave para garantir que a narrativa econômica de sucesso seja o carro-chefe da busca pelo novo mandato.

Enquanto a oposição bolsonarista se perde em disputas internas e ataques às instituições, o núcleo duro do governo Lula fortalece a cozinha palaciana com a chegada oficial de Haddad ao comitê de campanha. A expectativa agora gira em torno da oficialização de Dario Durigan por parte de Lula, consolidando uma sucessão técnica que agrada ao mercado financeiro e garante a continuidade das políticas de Estado. Haddad deixa a Esplanada com o prestígio em alta e a tarefa hercúlea de escrever o futuro do desenvolvimento e do bem-estar social dos brasileiros para os próximos anos.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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