Política · Justiça

Prefeito de Turilândia no Maranhão desvia 90% de verba da saúde para pagar luxos pessoais

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), transformou a prefeitura em uma extensão de sua própria conta bancária. Segundo denúncia gravíssima do Ministério Público do Maranhão, o político coordenava um esquema que desviava até 90% dos recursos destinados à saúde e assistência social para pagar despesas pessoais. A investigação aponta que, desde 2021, o rombo chega a R$ 56 milhões, dinheiro que deveria atender a população carente e acabou financiando o estilo de vida luxuoso do gestor e de sua família.
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O esquema funcionava de forma profissional e vergonhosa: a prefeitura realizava licitações simuladas com empresas parceiras que emitiam notas fiscais frias. O dinheiro era pago pelo município, mas os empresários ficavam apenas com uma migalha — entre 10% e 18% — como "comissão" pela fraude. O restante, a maior parte do montante, voltava diretamente para as mãos de Paulo Curió e seus parentes. Entre os gastos pagos com dinheiro público, o MP destaca a compra de imóveis e até a mensalidade da faculdade de medicina da primeira-dama.

A organização criminosa era operada como um negócio de família. Além do prefeito, foram denunciados a primeira-dama Eva Dantas, o pai, o irmão, a irmã, cunhados e até a vice-prefeita e 11 vereadores. O Ministério Público afirma que Eva Dantas, mesmo sem cargo público, controlava as contas da prefeitura e realizava movimentações financeiras ilegais. A denúncia deixa claro que o uso de familiares era uma estratégia para garantir a "blindagem patrimonial" e a estabilidade do grupo criminoso.
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Paulo Curió é acusado de usar seu cargo para organizar e dirigir a quadrilha, fraudando licitações para impedir a concorrência e ocultando a origem do dinheiro sujo através de laranjas. A Procuradoria-Geral de Justiça não apenas pede a condenação por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, mas também exige o ressarcimento total dos R$ 56,3 milhões aos cofres públicos. É um retrato fiel de como a velha política ainda tenta sangrar os recursos básicos da sobrevivência do povo maranhense.

A Operação Tântalo II mostra que o controle familiar sobre o orçamento municipal serviu para enriquecimento ilícito enquanto a saúde e a assistência social de Turilândia eram negligenciadas. O MP-MA destacou que esta denúncia foca apenas no núcleo político e familiar, mas novas acusações contra os núcleos empresariais e administrativos serão apresentadas em breve. A condenação solicitada inclui a perda imediata do mandato e dos bens adquiridos com o produto do crime, visando desmantelar o clã que se apossou da cidade.

Este caso em Turilândia é mais um exemplo do repúdio que deve ser direcionado a quem usa a máquina pública para benefício privado. Enquanto a população sofre com a falta de assistência, o prefeito e sua prole política viviam como monarcas às custas do erário. O rigor da justiça agora é aguardado para que os culpados devolvam cada centavo e percam o direito de gerir qualquer centavo público, servindo de exemplo contra a corrupção sistêmica que assola o país.

Com informações do DCM

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Fonte: PlantãoBrasil

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