Economia · Mundo

China peita os EUA e sai em defesa de Cuba contra tentativa criminosa de bloqueio de petróleo

O governo chinês elevou o tom contra as novas investidas imperialistas de Washington ao manifestar uma oposição firme e inequívoca contra a possibilidade de um bloqueio petrolífero total a Cuba. Pequim classificou as intenções dos Estados Unidos, capitaneadas pela administração de Donald Trump, como uma ameaça direta à sobrevivência do povo cubano e um fator de desestabilização regional sem precedentes. Em um momento de agravamento das tensões globais, a China se posiciona como um escudo diplomático para a ilha, denunciando o uso da economia como arma de guerra para atingir populações civis e soberanias nacionais.
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Durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, instou o governo americano a abandonar políticas que atropelam o direito internacional e agravam a crise humanitária na nação caribenha. O diplomata chinês foi categórico ao exigir que os EUA deixem de privar os cubanos do seu direito fundamental ao desenvolvimento, reforçando que a China continuará oferecendo assistência estratégica para que Havana supere as dificuldades impostas pelo cerco econômico. A declaração reforça a confiança de Pequim na resiliência do povo cubano e na liderança do país para enfrentar as agressões externas.

Do lado cubano, o vice-ministro Carlos Fernández de Cossío denunciou o plano revelado pela imprensa americana como um "assalto brutal" contra uma nação pacífica que não representa qualquer ameaça aos Estados Unidos. Ele recordou que essa tática de sufocamento energético já havia sido articulada em 2019 por figuras da extrema-direita como Marco Rubio e John Bolton, mas fora barrada na época por agências de segurança nacional que consideraram o plano irresponsável e perigoso. Agora, o retorno dessa estratégia demonstra que as carências enfrentadas pela ilha são deliberadamente desenhadas em Washington para gerar sofrimento e instabilidade.
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A movimentação de Pequim em apoio a Cuba sinaliza que o Sul Global não aceitará passivamente o retorno da "diplomacia do porrete" na América Latina. Ao garantir que o fornecimento de hidrocarbonetos e a estabilidade regional são prioridades, a China se consolida como o principal contrapeso ao unilateralismo agressivo de Donald Trump. O apoio chinês não é apenas um gesto de solidariedade, mas uma barreira geopolítica contra a tentativa americana de reescrever as regras internacionais através da força e da fome, reafirmando que o tempo das ordens unilaterais está chegando ao fim.
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Com informações da Prensa Latina

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Fonte: PlantãoBrasil

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