Política · Economia · Mundo

Trump inicia guerra comercial para asfixiar Cuba e ameaça sancionar países parceiros

Donald Trump, assinou nesta quinta-feira uma ordem executiva que autoriza o início de uma guerra tarifária contra qualquer país que venda petróleo a Cuba. Utilizando o pretexto de "segurança nacional", Washington agora pretende punir parceiros comerciais internacionais para aprofundar o cerco criminoso contra a ilha. A medida visa asfixiar definitivamente o povo cubano, que já enfrenta uma crise energética severa e escassez de combustível sob o bloqueio econômico desumano que perdura desde 1962.
[bn1][/bn1]
A nova ofensiva permite a imposição de tarifas adicionais sobre mercadorias de nações solidárias a Havana. O texto da Casa Branca não especifica quais países serão alvos imediatos, mas deixa claro que o castigo econômico será usado como moeda de troca: Trump só recuará se Cuba ou seus fornecedores se alinharem aos interesses imperialistas dos Estados Unidos. Trata-se de uma tentativa vil de usar a fome e a falta de energia como armas políticas para forçar uma rendição ideológica.

O governo de Cuba reagiu com firmeza, classificando a decisão como um "ato brutal de agressão". O chanceler Bruno Rodríguez denunciou que a ordem executiva é baseada em mentiras para apresentar a ilha como uma ameaça inexistente. Enquanto Washington acusa Havana de apoiar organizações terroristas e desestabilizar a região, o que se vê na prática é o uso da força bruta americana para punir um país que se recusa a ser uma colônia dos interesses de Donald Trump e sua visão de mundo extremista.

[bn1][/bn1]
A pressão aumentou drasticamente após a operação militar americana que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, dando a Washington controle sobre o petróleo venezuelano que abastecia a ilha. Agora, o alvo principal das ameaças de Trump é o México. Entre janeiro e setembro do ano passado, a Pemex enviou cerca de US$ 400 milhões em combustível para Cuba. Apesar da intimidação tarifária, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, reafirmou a solidariedade de seu governo e garantiu que não abandonará o povo cubano.

Este episódio revela a face mais cruel do governo Trump: a substituição da diplomacia pelo achaque comercial e pela violência econômica. Ao tentar impedir que nações soberanas comercializem entre si, os Estados Unidos ignoram o direito internacional e impõem um castigo coletivo que atinge os mais vulneráveis. A estratégia de instrumentalizar a miséria humana para fins eleitorais e de poder demonstra o desespero de um império que só consegue se manter relevante através da coerção e do desrespeito à autodeterminação dos povos.

Enquanto Lula defende a integração e a paz na América Latina, a extrema direita de Donald Trump trabalha para incendiar o continente com sanções e bloqueios. A tentativa de transformar Cuba em um laboratório de privações é uma mancha na história das relações internacionais. O mundo assiste a um presidente que utiliza o aparato estatal para perseguir vizinhos e intimidar aliados, provando que, para o bolsonarismo e seus ídolos internacionais, a soberania só existe quando serve aos seus caprichos e interesses financeiros.

Com informações do DCM

Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: [email protected]

Fonte: Plantão Brasil

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão