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Israel reabre passagem de Rafah com restrições enquanto mantém genocídio em Gaza

Israel reabriu parcialmente a passagem de Rafah, fronteira entre Gaza e Egito, nesta segunda-feira (2), permitindo a entrada e saída de cerca de 50 palestinos por dia sob rigorosa verificação militar. A medida, que atende a uma exigência do frágil cessar-fogo mediado por Donald Trump, não altera o cenário de horror no enclave, onde ao menos quatro palestinos – incluindo uma criança de três anos – foram mortos no mesmo dia por ataques israelenses. A passagem, única conexão de Gaza com o exterior, havia sido fechada por Israel em maio de 2024 após a destruição completa da cidade de Rafah.
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A reabertura ocorre enquanto Israel mantém controle sobre 53% do território de Gaza, confinando a população sobrevivente a uma estreita faixa litorânea em barracas improvisadas. O regime sionista segue impedindo a entrada de jornalistas estrangeiros, privando o mundo de informações independentes sobre o genocídio. A Suprema Corte israelense analisa uma ação da Associação de Imprensa Estrangeira contra essa censura, enquanto o governo alega "riscos às tropas".

A manobra é uma tentativa de maquiar a continuidade da limpeza étnica, que já matou cerca de 70 mil palestinos. Enquanto Trump anuncia uma "segunda fase" de negociações, os EUA seguem fornecendo armas bilionárias a Israel, financiando a destruição. A reabertura simbólica de Rafah não engana ninguém: a comunidade internacional deve impor sanções reais para frear o apartheid e garantir justiça para o povo palestino.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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