Política · Justiça · Segurança

Sererê Xavante ignora regras do STF e Alexandre de Moraes decreta prisão imediata

Acabou a paciência com o deboche. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o retorno imediato de José Acácio Sererê Xavante para a cadeia. O bolsonarista radical, que foi um dos principais articuladores do terrorismo doméstico em Brasília no final de 2022, vinha descumprindo as regras da prisão domiciliar de forma vergonhosa. O réu simplesmente "desapareceu" do radar da justiça quando sua tornozeleira eletrônica parou de emitir sinal em novembro, sem qualquer explicação plausível ou tentativa de contato com as autoridades.
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A defesa do indígena tentou usar a velha tática de culpar a internet da área rural, mas Moraes não caiu na conversa. O ministro ressaltou que Sererê ignorou as convocações da Secretaria de Administração Penitenciária e não atendeu sequer às ligações dos agentes. Diante do descumprimento injustificado e da total incerteza sobre o paradeiro do réu, o magistrado restabeleceu a prisão preventiva, atendendo ao pedido da PGR e reforçando que ninguém, por mais que se esconda atrás de discursos religiosos ou ideológicos, está acima da lei.

Sererê Xavante é uma figura central no submundo do bolsonarismo golpista. Ele foi um dos líderes dos acampamentos que pediam intervenção militar contra a eleição legítima do presidente Lula e serviu de estopim para aquela noite de barbárie em dezembro de 2022, quando extremistas incendiaram ônibus e tentaram invadir a sede da Polícia Federal. Já reincidente em fugas, ele chegou a ser capturado na Argentina em 2024 após tentar escapar das garras da justiça brasileira mais uma vez.
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O histórico do bolsonarista é marcado por agressões ao Estado de Direito em locais estratégicos, como o Aeroporto de Brasília e o hotel onde Lula estava hospedado. Apesar de ter assinado uma carta em 2023 admitindo o "equívoco" sobre as urnas eletrônicas, sua conduta posterior provou que o arrependimento era apenas uma estratégia para ganhar liberdade. Agora, sem o benefício da tornozeleira que ele mesmo ignorou, o destino do suposto "pastor" será novamente o regime fechado, onde a disciplina não depende de sinal de internet.

Essa decisão é mais um balde de água fria na militância radical que ainda acredita na impunidade sob o governo Lula. A justiça demonstra que o monitoramento eletrônico não é um privilégio para quem deseja continuar conspirando ou fugindo, mas uma medida séria que exige responsabilidade. Sererê Xavante, que ganhou fama pregando o caos, agora colhe os frutos de sua lealdade cega ao bolsonarismo e de seu desprezo pelas instituições democráticas.

A prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e assegurar que o processo legal siga seu curso sem novas tentativas de fuga para o exterior. Com a PF novamente no encalço de Sererê, o recado do STF é cristalino: o tempo da balbúrdia e do desrespeito às cautelares judiciais acabou. O cerco está se fechando para todos os envolvidos na trama golpista que tentaram incendiar o país para manter um derrotado no poder.

Assista ao vídeo:

Com informações do Plantão Brasil/X

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Fonte: Plantão Brasil

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