SOLUÇOS de novo! Advogados de Bolsonaro pedem domiciliar por suposta piora clínica

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, mestre na arte de usar questões de saúde como cortina de fumaça jurídica, protocolou nesta quarta-feira um novo pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes. O argumento da vez é uma suposta "piora no quadro clínico", marcada por episódios de uma "crise de soluços acentuada". Após ser transferido para a Penitenciária da Papudinha em janeiro, o capitão reformado tenta agora convencer o STF de que a estrutura carcerária é incapaz de lidar com seus sintomas, buscando a todo custo o conforto de casa para fugir do rigor da lei.
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A estratégia dos advogados foca em pressionar a Polícia Federal para que junte aos autos, com urgência, um laudo pericial que comprove a fragilidade de Bolsonaro. Vale lembrar que Moraes já havia determinado, no ato da prisão, que o ex-presidente passasse por uma junta médica oficial justamente para evitar que alegações infundadas servissem de passaporte para a liberdade. A defesa, contudo, reclama que o trabalho pericial ainda não foi concluído e que o estado do detento exige acompanhamento médico contínuo, algo comum em táticas de procrastinação judicial de figuras do bolsonarismo.
O pedido de transferência para o regime domiciliar ocorre em um momento em que as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e o desvio de joias se afunilam. Para quem sempre pregou que "bandido bom é bandido na cadeia", a pressa em deixar a cela da Papudinha soa como um desespero diante da realidade das instituições brasileiras, que voltaram a funcionar sem o cabresto do governo anterior. A defesa alega dificuldades para acessar documentos médicos, tentando criar uma narrativa de cerceamento que Alexandre de Moraes já rebateu em outras ocasiões com base no devido processo legal.
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Bolsonaro, que durante seu mandato ironizou pacientes com falta de ar, agora vê sua equipe jurídica se apegar a soluços para tentar sensibilizar a Corte. A decisão de Moraes será técnica e baseada no laudo da Polícia Federal, que dirá se a Papudinha — unidade que abriga outros presos de alta relevância — possui ou não condições de tratar o ex-presidente. Enquanto o parecer não sai, o STF mantém o silêncio, reforçando que o tratamento dispensado ao ex-capitão é o mesmo garantido a qualquer cidadão sob custódia do Estado, sem privilégios indevidos para quem atentou contra a democracia.
A perícia da PF deve esclarecer se há, de fato, necessidade de cuidados fora do sistema penitenciário ou se a estrutura disponível é suficiente. Historicamente, o histórico hospitalar de Bolsonaro tem sido utilizado para evitar depoimentos e postergar decisões, mas sob a batuta de Dino e Moraes no Judiciário, o rigor técnico tem prevalecido sobre o teatro político. O novo pleito jurídico é visto por analistas como uma tentativa de Michelle Bolsonaro e dos filhos de humanizar a imagem de um líder que está cada vez mais isolado e enfraquecido politicamente.
A expectativa agora gira em torno da resposta de Alexandre de Moraes, que tem sido o baluarte na defesa do Estado Democrático de Direito. Se o laudo médico não apontar risco iminente de morte ou incapacidade total de tratamento na prisão, Bolsonaro continuará cumprindo sua pena onde a justiça determinou. O Brasil assiste, enfim, ao fim da era da impunidade, onde nem mesmo soluços são capazes de parar o curso da justiça contra aqueles que tentaram destruir as liberdades fundamentais do povo brasileiro.
Com informações do DCM
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Fonte: Plantão Brasil

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