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Presidente da Colômbia "escapou por pouco" de atentado a tiros contra helicóptero no Caribe

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou na última terça-feira ter escapado de uma tentativa de assassinato enquanto sobrevoava a região do Caribe colombiano. O líder progressista relatou que sua aeronave seria alvo de disparos ao tentar pousar no departamento de Córdoba. O episódio ocorreu na noite de segunda-feira, quando o serviço de inteligência alertou sobre o risco iminente, obrigando a tripulação a abortar a descida. Petro estava acompanhado de suas filhas no momento da ameaça.
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Durante uma transmissão ao vivo com seus ministros, Petro detalhou que os criminosos sequer acenderam as luzes da pista de pouso para facilitar o ataque. O presidente afirmou que escapou da morte por muito pouco e vinculou a ação a uma "nova junta do narcotráfico". Segundo ele, grupos criminosos tentam eliminá-lo desde que assumiu a presidência, em 2022, contando com o apoio de traficantes internacionais e dissidentes das FARC, como o guerrilheiro Iván Mordisco.

O gerente do Sistema de Meios Públicos, Hollman Morris, reforçou a gravidade das denúncias. Além do ataque ao helicóptero, as investigações apontam para uma armação que pretendia colocar substâncias entorpecentes em um dos veículos oficiais do governo e realizar ataques diretos contra a família presidencial. Esse cenário de violência política reflete a resistência das máfias locais diante de um governo que busca transformações sociais profundas e o combate às estruturas paramilitares.
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A tensão aumentou após o Clã do Golfo, principal cartel de cocaína do país, suspender as negociações de paz que ocorriam no Catar. A organização criminosa reagiu negativamente à priorização de operações militares contra seu líder, Chiquito Malo. Essa postura de confronto ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receber Petro na Casa Branca e cobrar maior rigor contra o tráfico, chegando a impor sanções ao governo colombiano pela suposta falta de firmeza no combate às máfias.

A história da Colômbia é marcada por assassinatos de líderes políticos progressistas, frequentemente orquestrados por alianças espúrias entre narcotraficantes e setores paramilitares, métodos que lembram as táticas de intimidação da extrema-direita em todo o continente. Em 2022, a própria equipe de segurança de Petro já havia sofrido uma emboscada. Mais recentemente, em 2025, a violência política vitimou o então senador Miguel Uribe, baleado durante um evento de campanha em Bogotá.

Apesar das ameaças constantes, Gustavo Petro mantém sua agenda de enfrentamento aos cartéis e a busca pela paz total. O recuo do Clã do Golfo das mesas de negociação e os planos de atentado evidenciam o desespero das elites criminosas diante de uma gestão que se recusa a ser cúmplice do sistema tradicional de corrupção e violência. A segurança presidencial foi reforçada enquanto o país permanece em alerta sobre novos desdobramentos dessa ofensiva contra a democracia.
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Veja o comentãrio do ativista Thiago dos Reis no X:


O deputado Federal Paulo Pimenta(PT) comentou no X:


Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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