Fim da escala 6x1 ganha força no Congresso com apoio de Lula e mobilização das centrais sindicais

A mobilização pelo fim da escala de trabalho 6x1 e pela redução da jornada sem diminuição de salários ganhou centralidade no debate político e sindical brasileiro, com apoio declarado do presidente Lula e de seu governo.
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Em artigo publicado no site da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o presidente da entidade, Adilson Araújo, defendeu a proposta como uma "bandeira histórica" da classe trabalhadora e destacou que a tramitação no Congresso Nacional conta com o respaldo das centrais sindicais e movimentos sociais. A medida enfrenta resistência de setores empresariais, que projetam impactos negativos como queda do PIB e aumento do desemprego.
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Araújo contestou as projeções alarmistas citando um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que concluiu que a redução da jornada teria custo similar ao de reajustes históricos do salário mínimo, podendo ser absorvida pelas empresas com um custo adicional estimado em 1%, especialmente nos negócios de maior porte. O dirigente lembrou a experiência da Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas sob forte oposição patronal, e apontou possíveis efeitos positivos sobre a saúde dos trabalhadores, como a redução de doenças ocupacionais que hoje atingem 70% dos assalariados. Para a CTB, a aprovação da proposta depende de uma mobilização ampla e coordenada das bases, diante da influência do empresariado no Congresso.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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