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Khamenei desafia Trump e ameaça afundar porta-aviões dos EUA perto do Irã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, subiu o tom nesta terça-feira (17) ao afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, jamais conseguirá derrubar a República Islâmica. Em um discurso inflamado em Teerã, Khamenei fez uma ameaça direta ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, posicionado estrategicamente na região: afirmou que o Irã possui armas capazes de enviá-lo ao "fundo do mar". O recado é uma resposta clara à política de "pressão máxima" de Trump, que tenta forçar o país a abandonar suas ambições nucleares.
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A declaração ocorre em um momento crítico, enquanto delegações de Washington e Teerã iniciam uma segunda rodada de negociações indiretas em Genebra, mediadas por Omã. Trump, que confirmou sua participação "indireta" nas tratativas, lembrou o Irã do poder dos bombardeiros B-2, que já foram utilizados em junho passado contra instalações nucleares iranianas. O presidente americano alertou que, caso não haja um acordo rápido e favorável aos EUA, as consequências militares para o regime de Khamenei serão "muito graves".

Como demonstração de força, a Guarda Revolucionária do Irã iniciou exercícios navais e anunciou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Teerã sinaliza que não aceitará "exigências excessivas" e quer o fim imediato das sanções econômicas para seguir com as inspeções internacionais. Enquanto isso, o Pentágono reforça a armada no Oriente Médio com o envio do USS Gerald Ford, deixando claro que a opção militar está na mesa caso a diplomacia em Genebra fracasse.

O impasse é total: os EUA exigem o desmonte dos programas de mísseis e o fim do apoio a grupos armados, pontos que o Irã se recusa terminantemente a discutir, limitando o diálogo apenas ao enriquecimento de urânio. Khamenei aproveitou o discurso para questionar a invencibilidade americana, afirmando que até o exército "mais forte do mundo" pode levar um golpe do qual não consiga se levantar. A retórica agressiva de ambos os lados coloca o mercado global de energia em alerta e eleva o risco de um confronto direto no Golfo.
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Internamente, o regime iraniano enfrenta o desafio de conter novos protestos populares, que o governo Trump utiliza como ferramenta de pressão para sugerir uma "mudança de regime". No entanto, a cúpula em Teerã tenta projetar unidade e força militar para mostrar que o país não se curvará às ameaças externas. Para os iranianos, o porta-aviões americano não passa de um "alvo flutuante" diante de suas baterias de mísseis e drones testados recentemente no Estreito de Ormuz.

As próximas semanas serão decisivas para o futuro da estabilidade no Oriente Médio. Se por um lado Trump acredita que o Irã está "enfraquecido" e pronto para ceder, por outro, Khamenei demonstra que a República Islâmica prefere o risco de guerra a uma capitulação total. O tabuleiro geopolítico agora depende do que sairá das salas fechadas em Genebra, enquanto no mar, as armas de ambos os países permanecem destravadas e prontas para o pior cenário.


Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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