Brasil

Vini Jr. é vítima de racismo na Champions e protocolo da Fifa mostra sua total ineficácia

O craque Vinícius Júnior, orgulho do povo brasileiro e símbolo da luta antirracista global, foi novamente alvo de um ataque vil durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, nesta terça-feira (17). Logo após marcar o gol decisivo, Vini Jr. foi insultado pelo meia argentino Gianluca Prestianni, que utilizou uma tática comum entre covardes: cobriu a boca com a camisa para proferir ofensas racistas e evitar a leitura labial. O episódio paralisou a partida por dez minutos, mas a estrutura do futebol europeu voltou a mostrar sua face mais conivente ao não punir o agressor de forma imediata.
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A reação de Vini Jr. foi instantânea e firme, denunciando ao árbitro que foi chamado de "macaco". O protocolo antirracismo da Fifa, que prevê três etapas — interrupção, suspensão temporária e encerramento definitivo —, foi acionado de maneira burocrática e ineficiente. Mesmo com o VAR em operação, o fato de Prestianni ter escondido a fala impediu a punição direta no gramado. Para piorar o cenário de injustiça que persegue o brasileiro desde os tempos em que o bolsonarismo tentava minimizar pautas identitárias, Vini ainda recebeu um cartão amarelo apenas por comemorar seu gol com alegria.

Nas redes sociais, o atacante desabafou com a contundência necessária, classificando os racistas como fracos que se escondem sob a proteção de quem deveria puni-los. O apoio veio de imediato por meio de Kylian Mbappé, que demonstrou indignação total com a situação. O francês evitou citar o nome de Prestianni, afirmando que o argentino "não merece jogar mais na Champions League". A postura de Mbappé reforça que a luta de Vini Jr. não é isolada, mas enfrenta uma resistência institucional que parece mais preocupada com o fluxo do jogo do que com a dignidade humana.

A Fifa determinou, desde 2024, que atos discriminatórios devem acarretar sanções severas, incluindo a derrota da equipe associada ao crime. No entanto, o que se viu em campo foi um "protocolo mal-executado", como definiu o próprio Vini. O gesto simbólico de cruzar os braços na altura dos punhos foi feito, mas a efetividade prática foi nula. Enquanto o racismo for tratado como um detalhe de jogo e não como o crime que é, atletas pretos continuarão expostos à barbárie enquanto os agressores saem impunes por "falta de provas" visuais.
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É lamentável que, em pleno 2026, a trajetória de um dos maiores jogadores do mundo continue sendo ofuscada por episódios de ódio que deveriam ter ficado no passado. A tentativa de silenciar Vini Jr. através de cartões amarelos descabidos e da proteção a jogadores medíocres e preconceituosos é uma tática que não funciona mais com quem tem consciência de sua força. O Brasil e o mundo que repudiam o fascismo e o preconceito estão ao lado de Vinícius Júnior, exigindo que as 211 associações da Fifa saiam do papel e apliquem o código disciplinar com rigor.

A vitória do Real Madrid, embora importante no aspecto esportivo, tornou-se secundária diante da urgência de combater a estrutura racista que permeia o futebol europeu. Vini Jr. provou, mais uma vez, que sua dança e seu talento são armas poderosas contra a mediocridade dos que precisam esconder a boca para destilar veneno. A luta continua e a cobrança sobre as autoridades deve ser implacável: o futebol não pode mais aceitar criminosos fantasiados de atletas em seus gramados.
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Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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