Operação Globo e Bolsonarismo: a aliança sórdida para lançar a Lava Jato 2.0

A tentativa de ressuscitar os métodos da Lava Jato ganha contornos de escândalo com a participação direta da mídia liberal e de setores radicalizados do funcionalismo público. O jornal O Globo montou uma operação de guerra para deslegitimar as decisões do ministro Alexandre de Moraes, que investiga a gravíssima quebra de sigilo fiscal de ministros do STF e seus familiares. Utilizando o "truque do off", o jornal atribui críticas generalizadas a órgãos como a Receita Federal, quando, na verdade, as fontes não passam de militantes bolsonaristas infiltrados no Estado, empenhados em criar uma narrativa de "perseguição" para proteger criminosos.
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As vísceras dessa cobertura viciada expõem personagens como Kleber Cabral, presidente da Unafisco e ex-candidato do Podemos, apadrinhado por Deltan Dallagnol. Cabral, que chegou a instalar outdoors de boas-vindas a Bolsonaro em 2019, é apresentado como uma autoridade "isenta" enquanto ataca o Supremo. Ao seu lado, surgem figuras como Ricardo Mansano de Moraes e o demitido Ricardo Feitosa, este último flagrado acessando dados de adversários do clã Bolsonaro. É essa "banda bolsonarista" da Receita que a grande mídia agora tenta transformar em heróis da moralidade republicana, ignorando seus vínculos profundos com a extrema-direita.
O relatório da Polícia Federal revela que o objetivo central dessa articulação é anular as investigações sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro. Para isso, mobilizaram até a estrutura paralela da Abin, sob comando de Alexandre Ramagem, para "achar podres" de auditores fiscais honestos. O que vemos hoje é a reedição da aliança entre mídia e porões estatais: enquanto a Abin e a Receita agem nas sombras, O Globo e seus colunistas dão verniz de legitimidade aos ataques contra o STF, pintando o "03" como um articulador "paz e amor" enquanto ele tenta implodir as instituições.
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A estratégia é idêntica à de 2018: desmoralizar a justiça para pavimentar o caminho de um novo projeto autoritário. A chamada "Lava Jato 2" já nasceu com o DNA do bolsonarismo, usando a mesma tática de vazamentos seletivos e manchetes encomendadas para desgastar o governo Lula e enfraquecer qualquer resistência no Judiciário. O perigo é real e imediato, pois a hidra da extrema-direita, que não foi totalmente desmantelada no início do governo, agora utiliza seus tentáculos na imprensa para tentar retomar o poder através do caos institucional.
A omissão de jornalistas experientes sobre o passado desses auditores não é erro, é método. Ao esconder que os críticos de Moraes são os mesmos que tentaram liberar ilegalmente as joias de Bolsonaro — como Julio Cesar Vieira Gomes —, a imprensa liberal trai o interesse público. Estão preparando o terreno para o "plano Flávio", tentando domesticar o fascismo mais uma vez sob o pretexto de combater um suposto "autoritarismo" do Supremo. É a repetição farsesca de uma tragédia que o Brasil já conhece muito bem.
Diante desse cenário, fica evidente o erro estratégico de não ter realizado uma limpeza profunda nos órgãos de inteligência e fiscalização desde o primeiro dia de governo. Quanto mais tempo esses agentes da desestabilização permanecem encastelados, mais força ganha a narrativa da Lava Jato 2. É preciso enfrentar essa articulação entre a mídia viciada e os porões do Estado antes que o monstro desperte totalmente e coloque em risco, novamente, a soberania popular e a democracia brasileira.
Com informações do GGN
Artigo original no GGN
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Fonte: Plantão Brasil

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