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Lula defende diálogo direto com Trump e condiciona exploração de minerais críticos à industrialização no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista coletiva em Nova Déli ao encerrar a missão à Índia, que pretende estabelecer um diálogo direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar de uma pauta ampla que inclui comércio, investimentos, cooperação universitária e combate ao crime organizado. Lula classificou como "anômala" a forma como as medidas tarifárias foram comunicadas por Trump, via redes sociais, sem reuniões técnicas prévias, mas defendeu cautela na reação brasileira. "Tem que esperar a febre passar pra gente tomar a decisão", afirmou, destacando que o governo americano acabou recuando parcialmente e que a Suprema Corte dos EUA contrariou a "tese do presidente Trump".
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Um dos pontos centrais da declaração foi a defesa de uma mudança histórica na política mineral brasileira. Lula afirmou que aceita discutir parcerias com os EUA para exploração de minerais críticos, mas condicionou qualquer acordo ao processamento e transformação no território nacional. "O que a gente não quer é que a gente só cava buraco e manda o minério para fora para depois comprar produto manufaturado. Não! Nós agora queremos transformar no Brasil", declarou.

O presidente defendeu a criação de um conselho nacional de política mineral subordinado à Presidência para orientar essa virada estratégica, diante da nova riqueza representada pela transição energética. Lula também rejeitou o alinhamento automático a blocos geopolíticos e defendeu relações equilibradas com todos os países, "em igualdade de condições", sem subordinação.
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Com informações do X

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Fonte: PlantãoBrasil

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