Política · Segurança

Mulheres em luta: Atos do 8 de março tomam o Brasil contra o feminicídio e pelo fim da escala 6x1

O Dia Internacional da Mulher de 2026 é marcado por uma mobilização histórica que ocupa as ruas das cinco regiões do Brasil. Sob o lema "Pela Vida das Mulheres", milhares de manifestantes denunciam o crescimento do feminicídio e a retirada de direitos, transformando o 8 de março em um grito de resistência contra a aliança entre o capitalismo, o racismo e o patriarcado. Além da pauta central da segurança, as marchas deste ano trazem uma forte bandeira econômica e social: o fim da escala 6x1, uma jornada exaustiva que atinge majoritariamente as mulheres, sobrecarregadas pela dupla jornada de trabalho e cuidados.
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As organizações que compõem a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) ressaltam que estar nas ruas é um ato de exigência pela proteção da vida e pelo fim da exploração. O manifesto das entidades destaca que a luta das brasileiras está conectada à resistência de mulheres em Gaza, Cuba e Venezuela, que enfrentam os impactos do imperialismo e do avanço da extrema-direita global. Para as lideranças do movimento, a defesa da soberania e da democracia é indissociável da libertação feminina e da garantia de direitos básicos que vêm sendo atacados por setores conservadores.

Em São Paulo, a concentração ocorre no tradicional vão livre do MASP, enquanto no Rio de Janeiro as mulheres se reúnem na orla de Copacabana. Em Brasília, a marcha segue em direção ao Palácio do Buriti, reforçando a pressão sobre o poder público por políticas efetivas de combate à violência doméstica. No Nordeste e no Norte, capitais como Salvador, Recife e Belém também registram grandes atos, unindo as pautas nacionais às especificidades regionais da luta das mulheres camponesas, indígenas e quilombolas.
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As manifestações deste domingo reafirmam que o 8 de março não é uma data de celebrações vazias, mas um dia de luta política intensa. Ao pautar o fim da escala 6x1 no Parlamento e exigir justiça para as vítimas de feminicídio, as mulheres brasileiras sinalizam que não aceitarão retrocessos. O movimento segue agigantado, mostrando que a construção de um país mais justo e igualitário passa, necessariamente, pela valorização do trabalho feminino e pela garantia de que nenhuma mulher seja morta ou explorada pelo simples fato de ser mulher.
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Com informações da Agência Brasil

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Fonte: PlantãoBrasil

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