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Lindbergh aciona PGR e PF contra Roberto Campos Neto por omissão no escândalo do Banco Master

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (17), representações criminais e éticas junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e à Comissão de Ética da Presidência contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O parlamentar acusa o economista de omissão qualificada e prevaricação diante do que apelidou de "Bolsomaster" — o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, cujas fraudes são estimadas entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões. Segundo Lindbergh, novos fatos indicam que Campos Neto recebeu alertas por escrito do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e da Febraban sobre a venda desenfreada de CDBs arriscados, mas teria deixado de agir com a urgência necessária para proteger o sistema bancário brasileiro.
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A ofensiva jurídica busca apurar se houve "condescendência criminosa" ou erro grosseiro por parte da cúpula do Banco Central durante a gestão de Campos Neto (2019-2025), indicado ao cargo por Jair Bolsonaro — que atualmente cumpre pena de 27 anos por trama golpista. Para o deputado, o caso mudou de patamar com a revelação de que executivos das maiores instituições financeiras do país chegaram a falar diretamente com o então presidente do BC sobre a baixa transparência dos ativos de Daniel Vorcaro. A notícia de fato pede a preservação imediata de e-mails, atas e registros de agendas que comprovem a tramitação desses alertas internos, visando entender por que a liquidação da instituição só ocorreu em novembro de 2025, após anos de advertências ignoradas.
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O Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro — hoje preso na Penitenciária Federal de Brasília —, foi liquidado em meio a uma crise de credibilidade que ameaçava o equilíbrio do FGC. Lindbergh destaca que a omissão de Campos Neto não foi apenas técnica, mas política, sugerindo uma "blindagem" que permitiu a escalada do esquema enquanto o ex-presidente do BC se preparava para assumir um cargo no conselho do Nubank logo após deixar a autoridade monetária. Com a Operação Compliance Zero em curso, a pressão sobre o legado de Campos Neto aumenta, colocando em xeque a autonomia e a eficácia da supervisão bancária durante o período em que o Banco Central esteve sob sua liderança máxima.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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