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"Não somos mais colônias", Lula defende soberania de América Latina e África em fórum histórico na Colômbia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso histórico neste sábado no I Fórum de Alto Nível Celac-África, realizado em Bogotá, ao convocar os países da América Latina, Caribe e África a defenderem sua soberania e a resistirem a qualquer forma de interferência externa. "Nós não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Nós não podemos permitir que alguém possa se intrometer e ferir a integridade territorial de cada país", declarou Lula na sessão plenária do encontro, que reuniu líderes das duas regiões para fortalecer a cooperação Sul-Sul.
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Lula aproveitou o palco para denunciar o desequilíbrio das prioridades globais. "Não podemos perder de vista que, enquanto foram gastos US$ 2,7 trilhões, em 2025, em armas e em guerras, nós ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome", afirmou, citando que cerca de 340 milhões enfrentam insegurança alimentar justamente na América Latina e na África. "Essa guerra que nós temos que fazer para acabar com a fome na África, na América Latina, acabar com o analfabetismo, acabar com a falta de energia elétrica. É essa guerra que nós temos que fazer", convocou, destacando as iniciativas brasileiras como a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a atuação da Embrapa.

Em um recado direto às potências imperialistas, Lula defendeu maior representação dos países do Sul Global nas instituições internacionais. "Não faz sentido que a América Latina e a África não tenham representação adequada no Conselho de Segurança da ONU", declarou. O presidente também abordou a necessidade de cooperação em áreas como transição energética, infraestrutura digital e governança da inteligência artificial, afirmando que é preciso "um modelo de cooperação que alinhe governança digital e respeito aos direitos fundamentais".
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O fórum histórico consolida a estratégia do governo Lula de recolocar o Brasil como articulador central entre as nações em desenvolvimento. Ao lado de líderes como Gustavo Petro (Colômbia), Lula reforçou o compromisso com a integração regional, o combate à pobreza e a construção de um mundo multipolar onde a voz dos países que foram colônias não seja mais ignorada. "O mundo de hoje está vivendo a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial", alertou, concluindo que a saída está na união dos povos do Sul Global.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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