Trump inflaciona passagens aéreas no Brasil: 17% de alta em dois meses com guerra no Oriente Médio

O preço das passagens aéreas no Brasil registrou alta de 17% em apenas dois meses, reflexo direto da escalada do petróleo no mercado internacional após a guerra iniciada por Donald Trump contra o Irã. O encarecimento do querosene de aviação (QAV), principal insumo das companhias, elevou os custos do setor e pressionou a inflação medida pelo IPCA. Segundo o professor Jarbas Thaunahy, da Strong Business School, houve "aumento abrupto do QAV, com reajustes superiores a 50% em curto período, muito acima da média histórica de 3% a 5%". O QAV passou a representar cerca de 45% das despesas operacionais das aéreas, e o choque está sendo repassado ao consumidor final, especialmente com a demanda aquecida por viagens reduzindo a necessidade de promoções.
[bn1][/bn1]
O impacto não atinge apenas os passageiros: o transporte aéreo é insumo para turismo, viagens corporativas e transporte de cargas, o que tende a ampliar a pressão inflacionária. O governo federal anunciou medidas como redução de impostos sobre o QAV, linhas de crédito via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e adiamento de tarifas de navegação, mas os efeitos são limitados ao curto prazo. A expectativa é de continuidade da volatilidade, já que a estabilização depende da redução do petróleo e de um cenário internacional mais estável algo que a aventura militar de Trump tornou ainda mais distante.
[bn1][/bn1]
Com informações do Metrópoles.
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: [email protected]
Fonte: PlantãoBrasil

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.