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PF corta acesso de segundo agente dos EUA em nova medida de reciprocidade

A soberania brasileira voltou a ser reafirmada com firmeza nesta sexta-feira (24). Em um desdobramento direto da crise diplomática aberta pelos Estados Unidos, a Polícia Federal (PF) suspendeu o acesso de um segundo agente norte-americano às suas estruturas e sistemas de informação. A medida foi confirmada pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e consolida a política de reciprocidade determinada pelo governo Lula e pelo Itamaraty após a expulsão arbitrária do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho do território estadunidense.
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Diferente do agente Michael Myers — que já deixou o país por determinação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) —, o segundo alvo da retaliação brasileira permanece em solo nacional, mas está agora isolado e impedido de exercer suas funções de ligação junto à PF. A identidade deste funcionário tem sido preservada por razões estratégicas e de segurança, mas o recado de Brasília é nítido: o Brasil não aceitará passivamente abusos de autoridade ou tentativas de intimidação contra seus policiais, especialmente aqueles envolvidos em investigações sensíveis que atingem o núcleo do golpismo bolsonarista, como o caso de Alexandre Ramagem.
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A crise, que escalou rapidamente após o governo de Donald Trump acusar o delegado Marcelo Ivo de "manipular" o sistema migratório americano, expõe a face autoritária da atual gestão da Casa Branca em relação ao Sul Global. Ao expulsar o oficial que colaborou para a prisão de Ramagem — condenado pelo STF a 16 anos de prisão —, Washington tentou impor uma blindagem política a aliados ideológicos da extrema-direita. No entanto, a resposta brasileira, pautada pela dignidade diplomática e pelo princípio da reciprocidade, demonstra que a cooperação internacional deve ser uma via de mão dupla, baseada no respeito mútuo e não em imposições imperiais.

Apesar do endurecimento das medidas, o diretor Andrei Rodrigues ressaltou que a cooperação técnica de segurança entre as duas nações não foi totalmente rompida, mas passará por uma rigorosa reavaliação de protocolos. Para o governo Lula, a prioridade é garantir que a Polícia Federal possa trabalhar sem ingerências externas e que nenhum país estrangeiro se sinta no direito de perseguir autoridades brasileiras em missão oficial. O episódio marca um ponto de inflexão na relação bilateral, com o Brasil deixando claro que a "continência" aos EUA ficou no passado e que a defesa da lei e da soberania nacional é a única bússola que guia o Itamaraty e a PF.
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Com informações da GloboNews

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Fonte: PlantãoBrasil

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