Política · Segurança

Ato do 1º de Maio em SP exige fim da escala 6x1 e combate ao feminicídio

Centrais sindicais e movimentos sociais ocuparam a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, nesta sexta-feira (1º), transformando o Dia do Trabalhador em um ato de resistência contra a precarização. As principais bandeiras levantadas foram o fim da escala 6x1 e o endurecimento das ações contra o feminicídio. Entre cartazes e camisetas com críticas diretas ao Congresso Nacional, os manifestantes denunciaram o avanço da "pejotização" e a perda de direitos fundamentais garantidos pela CLT.
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O movimento ganhou fôlego com o apoio ao projeto de lei enviado pelo governo federal em abril, que tramita com urgência e propõe a jornada de 40 horas semanais (escala 5x2) sem redução de salário. Educadores e líderes sindicais presentes destacaram que a escala 6x1 é "desumana", pois impede o trabalhador de ter tempo para descanso, lazer e até para a organização política. Dados da pesquisa O Trabalho no Brasil reforçam o coro das ruas: 59,1% dos trabalhadores sem carteira assinada voltariam imediatamente ao regime CLT se tivessem oportunidade, desmistificando a ideia de que a autonomia do MEI compensa a falta de garantias sociais.
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Além da pauta trabalhista, o enfrentamento à violência de gênero foi um pilar central do ato. Em meio a uma escalada de casos de feminicídio, manifestantes exigiram um projeto de emancipação mais ousado, que combata a misoginia e o racismo estrutural. A crítica estendeu-se ao alcance limitado das políticas atuais de proteção à mulher, pedindo que o Estado reconheça corpos negros e femininos como sujeitos plenos de direitos, unindo a luta por dignidade no trabalho à luta pela vida.
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Com informações da Agência Brasil

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Fonte: PlantãoBrasil

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