Guerra de Trump no Irã vira pesadelo e 61% dos americanos pedem fim da loucura

A aventura belicista de Donald Trump no Oriente Médio está se transformando em um pesadelo político dentro dos próprios Estados Unidos. Uma pesquisa inédita do Washington Post-ABC News-Ipsos, divulgada neste sábado (2), revela que 61% dos americanos consideram a guerra contra o Irã um erro completo, um índice de reprovação histórica que já coloca o conflito no mesmo patamar de vergonha nacional que as desastrosas guerras do Vietnã e do Iraque. O levantamento mostra um país cansado da política expansionista e dos cofres públicos estourados para financiar bombas em vez de escolas. Em prazo recorde a ofensiva começou em fevereiro de 2026, Trump conseguiu o que poucos presidentes conseguiram: unir a população contra sua própria guerra, algo que no Vietnã demorou anos para acontecer. Apenas dois em cada dez americanos avaliam que as ações dos EUA no Irã foram bem-sucedidas, enquanto a vasta maioria já enterrou qualquer esperança num desfecho heróico para essa invasão.
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Por trás desses números frios, existe o drama real das famílias americanas, que serve de alerta para o mundo sobre os custos do imperialismo. A pesquisa revela que 60% dos entrevistados afirmam que a ação militar de Trump aumentou drasticamente o risco de uma recessão econômica nos EUA. Mais de quatro em cada dez americanos já admitem que os preços da gasolina disparados com a tensão no Estreito de Ormuz os forçaram a dirigir menos e cortar despesas básicas em casa. A situação financeira das famílias piorou sensivelmente: o percentual de americanos que dizem estar "ficando para trás" financeiramente saltou de 17% para 23% desde o início dos bombardeios. Este cenário prova, mais uma vez, que as guerras movidas pelo complexo industrial militar norte-americano nunca trazem prosperidade ao povo, apenas aos acionistas das indústrias bélicas. A popularidade de Trump pode até estar segura entre os 79% da base republicana fanática, mas entre a população comum e os independentes, a rejeição já é um tsunami.
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A pesquisa ainda expõe o profundo medo que a própria política de Trump gerou dentro das fronteiras dos EUA. O levantamento do Washington Post mostra que 61% dos americanos acreditam que a ação militar no Irã elevou o risco de ataques terroristas em solo norte-americano, o chamado "efeito bumerangue" da violência. Outros 56% dizem que a ofensiva enfraqueceu as relações com aliados históricos dos EUA, isolando o país diplomaticamente. Apesar da retórica de Trump de que a guerra seria para "impedir que o Irã tenha armas nucleares", a desconfiança é total: 65% dos entrevistados não estão confiantes de que qualquer acordo futuro consiga, de fato, conter o programa nuclear iraniano. No fundo, o povo americano já percebeu o óbvio: esta guerra não tem vencedores, só perdedores. E enquanto Trump brinca de comandante-chefe, a conta está chegando na mesa do cidadão comum, seja na forma de gasolina mais cara ou na ameaça real de novas crises globais.
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Com informações do Washington Post
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Fonte: PlantãoBrasil

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