Lula autoriza uso de R$ 8,2 bi do FGTS para quitar dívidas no Desenrola 2.0

O governo federal detalhou nesta segunda-feira (4 de maio) o funcionamento do Desenrola 2.0, a nova e ambiciosa fase do programa de renegociação de dívidas que promete injetar até R$ 8,2 bilhões do FGTS na economia popular. A medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foca em brasileiros com renda de até cinco salários mínimos e oferece condições agressivas para limpar o nome na praça: descontos que chegam a 90% do valor do débito e juros travados em 1,99% ao mês.
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A grande inovação é o saque vinculado. Após o banco aplicar o desconto na dívida (que pode ser de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimo pessoal), o trabalhador poderá sacar até 20% do seu saldo no FGTS (ou o valor fixo de R$ 1.000, prevalecendo o que for maior) para abater o montante restante. O limite de renegociação é de R$ 15 mil por CPF em cada instituição financeira, abrangendo dívidas contraídas até janeiro de 2026.
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Em uma movimentação estratégica para proteger a renda das famílias, o Desenrola 2.0 impõe uma barreira inédita: quem aderir ao programa terá o CPF bloqueado em casas de apostas online por 12 meses. Além disso, o governo proibiu o uso de qualquer modalidade de crédito (Cartão, Pix parcelado, etc.) para transferências a plataformas de apostas, tentando romper o ciclo de endividamento gerado pelo jogo.
O programa também traz mudanças estruturais para outros setores:
Fies: Estudantes no CadÚnico podem obter até 99% de desconto para quitar débitos educacionais.
Desenrola Rural: Agricultores familiares terão até dezembro de 2026 para regularizar pendências.
Consignado: O limite de comprometimento da renda para aposentados caiu de 45% para 40%, com a margem consignável devendo recuar gradualmente até 30% para evitar o superendividamento.
Para os bancos, a contrapartida é clara: as instituições são obrigadas a retirar automaticamente as restrições de crédito para dívidas de até R$ 100 e para todos os débitos renegociados via programa. Com prazo de adesão de 90 dias, o governo espera que o Desenrola 2.0 não apenas recupere a dignidade financeira de milhões de brasileiros, mas também estimule o consumo consciente e a educação financeira, obrigando os bancos a investirem 1% do valor garantido pelo fundo em ações educativas.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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