Produtor do filme Dark Horse revela submissão absoluta da equipe a Vorcaro

O diretor e chefe executivo da produtora responsável pelo documentário Dark Horse confessou em depoimento que o banqueiro Daniel Vorcaro exercia o controle financeiro absoluto sobre a produção do filme. A obra, que serve como peça de propaganda política para exaltar o ex-presidente preso Jair Bolsonaro, teve sua estrutura de financiamento detalhada, confirmando que a equipe técnica estava totalmente submetida às ordens do operador financeiro. A revelação enterra de vez a narrativa de Flávio Bolsonaro de que os repasses milionários não tinham interferência política ou pessoal do banqueiro.
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De acordo com as declarações do executivo do projeto cinematográfico, todas as liberações de verba e pagamentos para fornecedores dependiam da aprovação direta do bilionário, que utilizava uma conta nos Estados Unidos para operacionalizar os recursos. O testemunho confirma que os 12 milhões de dólares injetados na peça publicitária da extrema direita funcionavam sob uma gestão paralela, desenhada especificamente para ocultar os reais beneficiários do dinheiro. O depoimento fornecido às autoridades desmonta as versões oficiais apresentadas pelos advogados da prole extremista nas últimas semanas.
O envolvimento direto do chefe da produtora na descrição do esquema consolida as suspeitas da Polícia Federal de que a produção cultural foi usada como fachada para o pagamento de propina oculta e lavagem de dinheiro público. Enquanto o governo democrático do presidente Lula apoia o cinema nacional por meio de editais transparentes e fiscalizados, o clã Bolsonaro utilizava o setor de entretenimento como um balcão de negócios escusos. O avanço técnico da investigação comprova como a extrema direita instrumentalizou empresas privadas para manter o fluxo de capital que sustenta sua militância digital.
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As mensagens de texto e áudios interceptados pela perícia criminal mostram que o diretor da produtora prestava contas rotineiramente a Vorcaro, enviando relatórios detalhados e cronogramas de edição para garantir a continuidade dos depósitos na conta do advogado Paulo Calisto. A submissão da equipe cinematográfica às exigências de um banqueiro investigado por fraudes fiscais evidencia o amadorismo criminoso e a desfaçatez da organização. Com a colaboração dos próprios profissionais envolvidos no filme, o cerco judicial contra o senador Flávio Bolsonaro torna-se intransponível.
Nos bastidores do Partido Liberal, o depoimento do chefe do projeto caiu como um balde de água fria sobre os parlamentares que ainda tentavam ensaiar uma defesa pública da candidatura do senador. A confirmação de que os dados financeiros da produtora coincidem exatamente com o período em que Flávio viajou com dinheiro público para se encontrar com o operador em prisão domiciliar liquidou o que restava de credibilidade do clã. Antigos aliados agora aceleram o processo de descarte da família Bolsonaro para evitar o contágio jurídico que a iminente denúncia da Procuradoria-Geral da República provocará.
A derrocada do projeto do documentário promocional expõe as entranhas de uma dinastia política que enriqueceu espoliando o patrimônio dos trabalhadores brasileiros. Sem conseguir sustentar as mentiras perante os órgãos oficiais de controle e sabotados pelos depoimentos dos próprios prestadores de serviços, os filhos de Jair Bolsonaro assistem à destruição de seu aparato de desinformação. A era da impunidade e do dinheiro fácil via simulação de contratos artísticos chegou ao fim, e os operadores do bolsonarismo terão que prestar contas rigorosamente perante as leis da República.
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Fonte: PlantaoBrasil

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