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Gilmar Mendes: "Crise do Banco Master é da Faria Lima, não do STF"

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), subiu o tom para defender a Suprema Corte e colocar o verdadeiro culpado pelo escândalo do Banco Master no centro do debate: a especulação financeira de São Paulo. Em entrevista contundente, o magistrado foi categórico ao afirmar que a crise envolvendo as fraudes e propinas da instituição financeira não nasceu e nem reside na Praça dos Três Poderes, em Brasília, mas sim no coração do mercado financeiro. Segundo Gilmar, o escândalo revela, na verdade, um apagão e falhas sistêmicas gravíssimas de fiscalização por parte do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que passou mais de um ano desfalcada de diretores, deixando a porteira aberta para a lavagem de dinheiro e a farra de títulos podres comercializados livremente pela Faria Lima.
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Ao rebater as tentativas da grande mídia e da oposição de colocar o STF em um corredor polonês por conta das ligações de ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o decano garantiu que as relações estão sendo devidamente investigadas pelas autoridades competentes. Ele minimizou o fogo amigo interno e criticou a proposta oportuna do presidente do tribunal, Edson Fachin, de criar um código de ética neste momento, classificando a medida como imprópria por tentar expor colegas em uma hora de vulnerabilidade. Na mesma linha de defesa da atuação política e acadêmica dos magistrados, Gilmar defendeu o Fórum de Lisboa, carinhosamente apelidado de "Gilmarpalooza", afirmando que o evento é um patrimônio do debate jurídico e que o STF não tem como controlar jantares ou encontros paralelos de empresários e investigados que viajam a Portugal.
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Olhando para o cenário político nacional, o ministro fez uma análise realista sobre as dificuldades que o Palácio do Planalto enfrenta diante de um Congresso amplamente dominado por setores conservadores e fisiológicos. Para Gilmar Mendes, a recente rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo foi uma derrota puramente política, que escancarou uma grave falha de articulação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva perante a minoria parlamentar. Por fim, o decano reafirmou a necessidade vital de manter aberto o inquérito das fake news para conter o radicalismo da extrema-direita em ano eleitoral e disparou contra a CPI do Crime Organizado, acusando a comissão de desviar o foco do combate ao PCC para desferir ataques políticos contra os ministros do STF e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
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Com informações Folha de S.Paulo

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Fonte: PlantãoBrasil

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