Ministro de Lula avisa que o etanol brasileiro não está à venda e defende a soberania nacional contra o tarifaço dos EUA

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fincou os pés na defesa intransigente das riquezas e da autonomia do país diante da nova ofensiva comercial e das ameaças imperialistas vindas de Washington. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, veio a público de forma enérgica para negar categoricamente que o etanol brasileiro esteja na mesa de negociações ou que sirva como moeda de troca para aplacar o ímpeto protecionista dos Estados Unidos. A declaração forte ocorreu no Palácio do Planalto, reafirmando que o foco absoluto e inegociável da gestão popular é preservar a soberania nacional contra qualquer tipo de chantagem externa que tente subjugar nossa economia.
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Essa demonstração altiva de patriotismo econômico acabou revelando debates estratégicos importantes dentro do próprio corpo técnico do governo federal. Poucas horas antes, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia acenado com a possibilidade de abrir frentes de diálogo setoriais específicos para tentar conter o tarifaço norte-americano. Na visão da equipe econômica, temas complexos como o biocombustível nacional e a regulamentação de serviços de tecnologia em nuvem controlados pelas gigantes estadunidenses poderiam entrar em uma pauta ampla de conversas bilaterais, funcionando como contrapesos táticos para proteger outros setores vitais, a exemplo do açúcar e da indústria aeronáutica.
Para buscar uma saída diplomática sem curvar a espinha, uma reunião virtual de alto nível está agendada para os próximos dias entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O ministro Durigan confirmou que acompanhará de perto as discussões iniciais e se colocou totalmente à disposição para capitanear encontros subsequentes diretamente com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, caso o governo norte-americano demonstre disposição real para recuar de sua postura agressiva contra as exportações e os trabalhadores brasileiros.
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Todo esse cabo de guerra diplomático ocorre sob a sombra pesada e injustificável de novas sanções econômicas articuladas pela Casa Branca. O governo dos Estados Unidos estuda impor duas pesadas sobretaxas punitivas: uma primeira tarifa adicional abusiva de 25%, amparada na controversa Seção 301 da Lei de Comércio deles sob a alegação de supostas práticas comerciais não razoáveis do mercado brasileiro, e uma segunda taxa de 12,5%, disfarçada sob pretextos trabalhistas que atingem mais de 60 nações. Contra essas manobras arrogantes de assédio comercial, a resposta da gestão Lula permanece firme no propósito de proteger a dignidade nacional e o desenvolvimento da nossa indústria.
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Com informações do Metrópoles
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Fonte: PlantãoBrasil

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