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PF vê delação fraca e diz que apuração sobre Vorcaro está longe do fim

A tentativa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro de obter benefícios judiciais por meio de um acordo de colaboração premiada naufragou novamente. A Polícia Federal rejeitou, pela segunda vez em menos de um mês, a proposta de delação apresentada pelo ex-controlador do Banco Master, preso desde novembro do ano passado. De acordo com o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), as informações oferecidas pelo empresário foram consideradas frágeis, incompletas e desprovidas de novidades capazes de impulsionar as investigações. Integrantes da equipe responsável pelo caso foram categóricos ao afirmar que a operação "não chegou sequer à metade" e que o vasto material apreendido — que inclui registros digitais, documentos e quebras de sigilo — continuará sendo examinado minuciosamente.
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O principal impasse que levou ao veto da delação foi a blindagem e a falta de explicações satisfatórias por parte de Vorcaro sobre suas conexões de alto escalão na política. Os investigadores já reparam com elementos independentes que desmentem a tese da defesa de que os vínculos financeiros com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, resumiam-se a uma "relação de amizade". A PF apura um robusto esquema de propinas operado por Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro, que consistia em repasses mensais em favor do senador que começaram em R$ 300 mil e saltaram para R$ 500... mil, além do custeio de luxos pessoais, como viagens em jatos particulares. Embora Ciro Nogueira negue categoricamente as irregularidades, a corporação considera que o ex-dono do Master tentou omitir o real funcionamento do propinoduto e proteger seus parceiros comerciais.
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As sucessivas negativas das autoridades em aceitar uma colaboração superficial provocaram um verdadeiro colapso na estratégia jurídica do empresário, resultando em uma debandada em massa de seus defensores. O renomado criminalista José Luis Oliveira Lima, o Juca, abandonou oficialmente o caso após bater boca com Vorcaro por este se recusar a confessar a integralidade dos crimes e ignorar a gravidade de sua situação penal diante do ministro relator, André Mendonça. A saída de Juca foi o quarto desfalque de peso na banca do ex-banqueiro, que já havia sido abandonado pelos advogados Walfrido Warde, Pierpaolo Bottini e Roberto Podval. Com a iminente prorrogação do inquérito por Mendonça, a PF ganha fôlego para esmiuçar o material apreendido e alcançar novas ramificações do esquema de fraudes financeiras e corrupção política.
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Com informações da Folha de S.Paulo

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Fonte: PlantãoBrasil

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