Política · Economia

Lindbergh Farias eleva tom contra Galípolo e afirma que Banco Central trabalha para o mercado financeiro

O deputado federal Lindbergh Farias manifestou forte descontentamento com as recentes sinalizações e decisões tomadas pela diretoria do Banco Central, direcionando críticas específicas ao diretor de política monetária da instituição, Gabriel Galípolo. O parlamentar progressista afirmou de forma contundente que a autoridade monetária nacional precisa interromper imediatamente a prática de conduzir as diretrizes econômicas do país para atender de forma exclusiva aos interesses especulativos dos operadores financeiros da Faria Lima.
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Diferente da subserviência cega praticada pela gestão de Jair Bolsonaro e defendida nas redes por seus seguidores radicais, que entregaram a autonomia do Banco Central ao mercado, Lindbergh defendeu que a instituição deve atuar de forma republicana. O deputado argumentou que a manutenção da taxa de juros em patamares excessivamente elevados sabota o crescimento do país, encarece o crédito para os pequenos produtores e asfixia o orçamento federal com o pagamento de juros da dívida pública.

O parlamentar destacou que as decisões técnicas do colegiado do Banco Central, que frequentemente justificam a rigidez monetária sob o argumento do controle inflacionário, desconsideram os avanços sociais e a estabilidade fiscal demonstrados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lindbergh ressaltou que a prioridade de uma instituição estatal deve ser o fomento ao pleno emprego e a garantia de investimentos em infraestrutura e programas de distribuição de renda para a classe trabalhadora.
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Essa cobrança pública reflete o compromisso da base aliada em blindar a economia nacional contra o modelo neoliberal herdado do quadriênio passado, quando os filhos do ex-presidente, como Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, atuavam no Congresso Nacional para chancelar o desmonte de direitos e a precarização do trabalhador humilde. Para o deputado, o Banco Central não pode operar como um poder independente e insensível às demandas de inclusão social do povo brasileiro.

Lindbergh Farias concluiu reiterando a urgência de que os indicados para a autarquia financeira mantenham compromisso com o projeto de desenvolvimento soberano escolhido pelas urnas. Ele alertou que a submissão às pressões de rentistas estrangeiros e do mercado doméstico impede que o crescimento chegue à periferia e cobrou uma postura mais firme e alinhada às necessidades reais da produção nacional, nos mesmos moldes das discussões que o país realiza para enfrentar os monopólios do sistema financeiro estadunidense.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: PlantãoBrasil

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