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Oswaldo Eustáquio acusa Damares Alves de armar emboscada para decretar sua prisão em 2020

O jornalista Oswaldo Eustáquio, um dos principais propagadores de desinformação da extrema direita, acusou formalmente a senadora Damares Alves de ter articulado uma armadilha para resultar em sua prisão preventiva em dezembro de 2020. De acordo com o influenciador bolsonarista, a então ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos o atraiu para uma reunião presencial na sede da pasta, em Brasília, mesmo ciente de que ele cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica. O deslocamento forçado serviu de justificativa para que o gabinete da própria ministra acionasse o Poder Judiciário, alegando uma suposta violação das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
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Na época do episódio, Oswaldo Eustáquio era investigado no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos que mirava os extremistas apoiadores de Jair Bolsonaro e necessitava de permissão expressa da Central Integrada de Monitoração Eletrônica para realizar qualquer deslocamento fora de sua residência. Três dias após comparecer à reunião na Esplanada dos Ministérios, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do jornalista devido ao suposto descumprimento das restrições. Em declarações recentes, o ativista relatou que havia solicitado a agenda oficial com Damares Alves com o objetivo específico de protocolar denúncias contra as ações do magistrado do Supremo Tribunal Federal.

Os registros documentais, mensagens eletrônicas e as manifestações judiciais apresentadas pela assessoria jurídica do jornalista bolsonarista apontam que a reunião governamental havia sido planejada originalmente para ocorrer em formato virtual devido às suas limitações de locomoção. Contudo, na véspera do compromisso, a equipe ministerial cancelou a videoconferência e exigiu a presença física do investigado na sede da instituição pública. Diante da nova convocação, a defesa do acusado acionou os órgãos de fiscalização penitenciária e obteve uma autorização verbal do agente responsável pelo monitoramento, solicitando o registro formal da permissão por escrito para evitar sanções judiciais.
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Enquanto os trâmites burocráticos de autorização eram realizados pela Central Integrada de Monitoração Eletrônica, o chefe de gabinete substituto de Damares Alves, Sandro Lúcio Dezan, enviou um ofício de caráter urgente à Justiça informando que o aliado de Jair Bolsonaro estava circulando fora de seu perímetro permitido. Os relatórios da defesa detalham que o jornalista permaneceu no prédio do ministério acompanhado por seu advogado, Ricardo Freire Vasconcellos, durante quase cinco horas. A defesa protocolou uma petição alegando que a proximidade de 1,8 quilômetro entre o ministério e o Supremo Tribunal Federal não violava o perímetro de distanciamento imposto pela Corte.

O racha no bloco da extrema direita ganhou contornos ainda mais dramáticos com a divulgação de uma carta enviada por Oswaldo Eustáquio a lideranças evangélicas do país. No documento sigiloso, o jornalista afirma que a suposta traição política e a armação institucional orquestrada pela ex-ministra estariam diretamente relacionadas a um conflito pessoal de bastidores envolvendo Damares Alves e um pastor casado. Procurada formalmente pelos veículos de imprensa para se manifestar sobre as graves acusações de traição e complô contra seu próprio correligionário bolsonarista, a senadora do partido Republicanos não enviou respostas até o encerramento da reportagem.

Com informações do DCM

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Fonte: PlantãoBrasil

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