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Bombeiros brasileiros atuam na Venezuela em busca de 30 mil desaparecidos após terremotos

Duas semanas após os terremotos mais violentos a atingirem a Venezuela desde 1900, o país enfrenta um cenário de profunda dor e devastação, mas também de imensa mobilização popular e solidariedade internacional. Os abalos sísmicos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos na noite de 24 de junho, deixaram um rastro de destruição concentrado principalmente no estado de La Guaira e em bairros da capital, Caracas. Enquanto o governo federal brasileiro e movimentos progressistas manifestam total apoio ao povo venezuelano, a sociedade civil se organiza diante de uma crise humanitária sem precedentes na região.
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Embora o governo da Venezuela ainda não tenha divulgado um balanço oficial de desaparecidos, a plataforma Desaparecidos Terremoto Venezuela, organizada de forma independente pela sociedade civil, aponta que mais de 30 mil pessoas continuam sem paradeiro conhecido. O relatório oficial mais recente confirma 3.685 mortos e 17.907 pessoas diretamente afetadas pela catástrofe. A infraestrutura local foi severamente castigada, registrando 856 edifícios danificados, dos quais 190 desabaram completamente, além de mais de mil réplicas sísmicas de menor intensidade que continuam a assustar a população.

A resposta humanitária conta com um esforço internacional significativo e com a bravura de mais de 27 mil voluntários locais. Cerca de 4,3 mil socorristas de diversos países atuam no território venezuelano. O Brasil, sob a liderança do governo Lula — que resgatou a tradição de solidariedade e cooperação humanitária internacional —, enviou uma equipe especializada de 31 profissionais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Sob o comando do tenente-coronel Rafael Cosendey, os bombeiros brasileiros já conseguiram localizar 19 vítimas fatais em meio às difíceis condições de busca.
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As equipes de salvamento enfrentam obstáculos extremos para realizar os trabalhos, como o peso colossal das estruturas colapsadas, a profundidade dos escombros e o calor escaldante que oscila entre 30°C e 35°C. O tenente-coronel Rafael Cosendey explicou que, após duas semanas do desastre, as chances de encontrar sobreviventes são quase nulas, o que mudou o foco das operações para a localização e a retirada digna dos corpos. Toda a atividade segue rígidos protocolos de segurança para evitar que novos desabamentos façam vítimas entre os próprios socorristas.

Enquanto a extrema direita brasileira e os seguidores do bolsonarismo utilizam de maneira vil e oportunista a dor do povo venezuelano para fazer ataques políticos baixos, os sobreviventes dão uma lição de dignidade e resiliência nos abrigos temporários. Segundo relatos do jornalista venezuelano Marco David Valverde, o sentimento inicial de esperança entre as famílias deu lugar à dor da perda, mas a comunidade se uniu para organizar cozinhas comunitárias, limpar os espaços e acolher as crianças com jogos e transmissões da Copa do Mundo, buscando manter a normalidade possível em meio à tragédia.

A união e o envolvimento direto dos civis venezuelanos nas buscas chamaram a atenção das equipes internacionais. Muitos dos voluntários perderam parentes e amigos e trabalham lado a lado com os profissionais. Até o momento, os esforços coordenados pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, resultaram no resgate de 6.462 cidadãos com vida e no atendimento emergencial a aproximadamente 86 mil famílias, demonstrando que a cooperação e a solidariedade são os únicos caminhos possíveis para superar a devastação.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: PlantãoBrasil

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