Política

Guilherme Boulos acusa Davi Alcolumbre de reter PEC do fim da escala 6x1 por birra política

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, desfechou uma cobrança pública e contundente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Boulos exigiu a votação imediata da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à massacrante escala de trabalho 6x1, modelo de exploração que obriga o cidadão a trabalhar seis dias para folgar apenas um. Em entrevista, o ministro denunciou que o parlamentar mantém o projeto deliberadamente paralisado e escondido em sua gaveta institucional unicamente por uma birra política mesquinha, sabotando uma pauta de interesse de milhões de famílias trabalhadoras para tentar emparedar o governo federal.
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A Proposta de Emenda à Constituição foi amplamente aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026, estabelecendo a extinção definitiva do regime 6x1 e fixando a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, blindando constitucionalmente o direito do trabalhador de não sofrer nenhuma redução em seus vencimentos salariais. O texto, que representa a maior vitória popular do período recente na arena legislativa, encontra-se totalmente travado e aguardando despacho no Senado devido ao bloqueio estratégico operado pela cúpula da Casa, que se recusa a dar andamento à tramitação regular da matéria.

Guilherme Boulos subiu o tom e desafiou as forças da extrema direita que atuam no Parlamento a mostrarem suas verdadeiras faces ao país em uma votação aberta. O ministro-chefe disparou que, se os opositores da classe trabalhadora são contrários ao projeto de dignidade laboral, que tenham a coragem de registrar o voto negativo no painel eletrônico, citando nominalmente o senador bolsonarista Flávio Bolsonaro. Boulos defendeu que a classe operária e a sociedade brasileira possuem o direito inalienável de assistir ao debate transparente e conhecer a identidade de cada parlamentar que se posiciona a favor da manutenção da escravidão moderna.
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O representante do governo do presidente Lula destacou que o fim da escala 6x1 se consolidou como a principal e mais urgente demanda da sociedade civil em tramitação no Congresso Nacional. Ele criticou duramente a postura de Davi Alcolumbre, classificando a retenção da proposta como um gesto menor e uma tentativa infantil de utilizar a vida e o desgaste físico de milhões de cidadãos como moeda de troca em uma disputa paroquial contra o Poder Executivo. Para o ministro, tensionamentos entre os poderes fazem parte da democracia, mas tornam-se inaceitáveis quando o comando do Legislativo pune o povo para inflar o próprio ego político.

A manifestação de Guilherme Boulos expõe a tática das lideranças conservadoras de interditar debates sociais profundos para proteger os interesses de cartéis empresariais que financiam a extrema direita. O Palácio do Planalto avalia que a sociedade brasileira não tolera mais ver direitos fundamentais sequestrados por jogos de bastidores no Senado. Ao cobrar publicamente que o projeto vá ao plenário, o ministro alinha o governo federal com o clamor das ruas, jogando os holofotes sobre a letargia de Davi Alcolumbre e sobre o silêncio covarde daqueles que, como Flávio Bolsonaro, agem nas sombras para perpetuar a exploração do trabalhador.

O tensionamento no Senado reflete o abismo ideológico entre o projeto popular de valorização humana liderado por Lula e as barreiras oligárquicas remanescentes no Congresso. Com o apoio massivo da opinião pública ao fim da jornada 6x1, a pressão encabeçada por Guilherme Boulos visa quebrar o cerco político montado pelo presidente da Casa e forçar o avanço da legislação protetiva. A aprovação da PEC das 40 horas semanais é encarada pela gestão federal como um passo civilizatório indispensável para devolver qualidade de vida e dignidade à classe trabalhadora, atropelando o boicote promovido pelos herdeiros do desmonte trabalhista.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: PlantãoBrasil

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