Política · Justiça

Assessor de Valdemar pego no esquema de emendas de R$ 119 milhões comandou o FNDE na gestão criminosa de Bolsonaro

A Polícia Federal desmascarou um esquema chocante que interliga o submundo das emendas parlamentares na Câmara dos Deputados diretamente aos porões da gestão passada. As investigações que levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, a congelar R$ 119 milhões do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, apontam que um dos principais assessores envolvidos na fraude já comandou o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) durante o governo de Jair Bolsonaro. A descoberta de que o mesmo operador que gerenciava verbas federais de forma fraudulenta na Esplanada agora atuava nos bastidores do Legislativo consolida a tese de que a cúpula do partido bolsonarista estruturou uma organização criminosa permanente para pilhar os cofres públicos.
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As mensagens interceptadas pela corporação revelam um nível espantoso de audácia, com servidores da Câmara dos Deputados registrando falsamente o nome de Valdemar Costa Neto como parlamentar solicitante e membro de comissões em planilhas internas, ignorando o fato elementar de que o cacique não possui mandato eletivo. Nas trocas de mensagens secretas, funcionários corruptos acertavam os repasses milionários e orientavam a destinação de quantias massivas para o Ministério do Turismo para saciar os interesses do dirigente partidário. Ao analisar o material recolhido, o ministro Flávio Dino não poupou adjetivos e considerou assustadora a influência exercida pelo presidente da legenda sobre a burocracia do parlamento, reafirmando que o erário não é patrimônio privado passível de transação entre agremiações políticas.
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Diante do cerco judicial que se fecha contra o partido e seus aliados, o presidente do PL tentou se defender atacando a decisão do Supremo Tribunal Federal e alegando que o bloqueio das verbas foi baseado em premissas frágeis. No entanto, o relatório técnico apresentado pela Polícia Federal detalha indícios robustos de peculato e associação criminosa em fraudes executadas de forma contínua entre junho de 2024 e março de 2026. Com a confirmação de que o homem de confiança de Valdemar comandou o FNDE na gestão anterior, palco de diversos escândalos na educação pública, a PF agora aprofunda os cruzamentos de dados para identificar quais parlamentares da bancada de extrema-direita aderiram conscientemente à engrenagem de desvio de dinheiro que abastecia o comitê paralelo da sigla.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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