Política · Justiça

Justiça Eleitoral passa o rodo nas contas bancárias da ex de Bolsonaro por farra com o fundo eleitoral

A Justiça Eleitoral desferiu um duro golpe financeiro contra o clã bolsonarista ao determinar o bloqueio imediato de até R$ 227,7 mil das contas bancárias da advogada Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida punitiva foi adotada de forma coercitiva após a ré descumprir acintosamente todas as ordens judiciais anteriores para quitar os débitos de sua condenação por graves irregularidades na aplicação de recursos públicos do fundo eleitoral. Mãe de Jair Renan Bolsonaro, a advogada usou o dinheiro do povo para bancar sua campanha fracassada a deputada distrital pelo PP em 2022 e, após ser condenada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, tentou dar um calote na União ao esgotar o prazo de pagamento voluntário.
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A gravidade do rombo financeiro e a postura de deboche da ex-esposa do capitão reformado fizeram com que o magistrado responsável pelo caso autorizasse uma devassa total em seu patrimônio, permitindo inclusive o confisco de valores depositados em sua conta-salário. A decisão judicial destaca que o montante sonegado supera com folga o limite de cinquenta salários mínimos previstos pelo Código de Processo Civil para a proteção de recursos alimentares, justificando plenamente a penhora imediata de qualquer centavo encontrado. Caso o dinheiro resgatado nos bancos tradicionais não seja suficiente para ressarcir os cofres públicos, o Judiciário já autorizou o acionamento de sistemas de inteligência para rastrear e registrar impedimentos em todos os veículos e imóveis declarados por ela ao Imposto de Renda nos últimos três anos.
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O escândalo joga luz novamente sobre o histórico controverso de Ana Cristina Valle, que chegou a fugir do país para viver na Noruega após o avanço de investigações que miravam os negócios nebulosos de sua família e os esquemas de corrupção na política nacional. Procurada formalmente através de suas redes sociais para prestar esclarecimentos sobre a ordem de bloqueio e a iminente perda de seus bens de luxo, a advogada preferiu manter o silêncio covarde e não se manifestou até o fechamento da reportagem, escancarando o desespero de quem finalmente foi enquadrada pelo império da lei e pela fiscalização rigorosa sobre o dinheiro público.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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