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Rogério Correia aciona MP contra Eduardo Cunha por "império de rádios" e controle invisível de emendas

A engrenagem política montada pelo ex-deputado Eduardo Cunha para pavimentar seu retorno ao Congresso Nacional virou alvo formal de contestação jurídica. O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia, protocolou uma representação na Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais exigindo a abertura imediata de um procedimento investigatório contra o ex-presidente da Câmara. A ação acusa o político de abuso de poder econômico, político e uso indevido dos meios de comunicação para desequilibrar a corrida eleitoral no estado.
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De acordo com o documento apresentado ao Ministério Público Eleitoral, Cunha — que planeja concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais — estaria estruturando de forma veloz uma vasta rede de radiodifusão em território mineiro. A petição aponta que o grupo empresarial assumiu recentemente o controle de emissoras em praças estratégicas como Uberaba, Além Paraíba, Carangola, Raul Soares, Guarani, João Pinheiro e na capital, Belo Horizonte. Formalmente, as estações de rádio constam no nome de Daniel Cardoso Sá, genro de Cunha e marido da deputada federal Dani Cunha.
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A representação destaca que a recém-criada rede de comunicação já estaria sendo utilizada como ferramenta ideológica de promoção seletiva. Correia cita como evidência a veiculação de uma entrevista exclusiva concedida pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, sem que o mesmo espaço ou direito de resposta proporcional fosse franqueado aos demais concorrentes ao Palácio do Planalto. O petista argumenta que a manobra fere o princípio constitucional de isonomia e igualdade de condições na propaganda antecipada.

"O uso de uma estrutura empresarial de comunicação recém-formada, o direcionamento de recursos públicos sem mandato e a aproximação estratégica com lideranças religiosas e políticas revela um projeto eleitoral construído à margem da igualdade de condições entre os candidatos" — Rogério Correia, vice-líder do governo.

O flanco mais sensível da denúncia, no entanto, envolve o cruzamento de dados com investigações da Polícia Federal sobre o chamado Orçamento Secreto. Mesmo destituído de cargo público ou prerrogativa institucional, Eduardo Cunha é acusado de intermediar e coordenar a distribuição informal de mais de R$ 6 milhões em emendas parlamentares federais, pulverizados por cerca de 30 prefeituras mineiras. A representação sustenta que o uso político de verbas da União por um cidadão sem mandato configura distorção grave do processo democrático, servindo como moeda de troca eleitoral antes mesmo do início oficial da campanha.
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Com informações do Brasil247


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Fonte: PlantãoBrasil

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