Valdemar Costa Neto nega cota de emendas e atribui responsabilidade a deputados do PL

O cerco judicial contra os articuladores do golpe e da corrupção institucionalizada ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, dia 20. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, enviou uma manifestação por escrito ao Supremo Tribunal Federal tentando negar o controle ilícito de uma cota milionária de emendas parlamentares. As explicações foram encaminhadas diretamente ao ministro Flávio Dino, que comanda a ofensiva para trazer luz e transparência à farra criminosa com o dinheiro público que abastece a extrema direita.
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O esquema bilionário sofreu um duro golpe no dia 10, quando o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio implacável de até R$ 119 milhões em bens do chefe do partido de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal aponta que o cacique conservador, mesmo sem exercer nenhum mandato na Câmara ou no Senado, operava o direcionamento de verbas federais de forma oculta. De acordo com os investigadores, os documentos de indicação dos recursos eram fraudados e forjados para camuflar o verdadeiro padrinho da dinheirama e esconder o rastro do crime.
A devassa sobre o balcão de negócios do parlamento não poupou outros operadores do centrão e do antigo governo. O ministro Flávio Dino também cobrou explicações urgentes sobre o balizamento e a gestão das emendas de outras figuras conhecidas da política nacional, exigindo respostas do novo presidente da Câmara, Hugo Motta, do ex-deputado e criminoso confesso Eduardo Cunha, além dos comandantes de todas as demais legendas partidárias envolvidas no rateio clandestino do Orçamento da União.
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Encurralado pelas provas técnicas da PF, Valdemar Costa Neto recorreu ao cinismo jurídico e sustentou que suas ordens eram meras sugestões de prioridades políticas aos parlamentares da legenda. Na peça de defesa enviada ao STF, o dirigente alegou que a decisão final e os atos formais de indicação pertencem estritamente aos deputados e senadores diplomados. A defesa argumentou ainda que conversas políticas com prefeitos, governadores e movimentos não deveriam ser criminalizadas ou transformadas em atos de disposição do orçamento público.
Com informações da Times Brasil
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Fonte: PlantãoBrasil

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