Contador que pagou R$ 500 mil a Flávio Bolsonaro tem histórico de investigação por fraude de R$ 94 milhões

O empresário do ramo contábil Rogério Lourenço Novo, dono da empresa que efetuou um pagamento de R$ 500 mil ao escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possui em seu histórico antecedentes por crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. As informações, reveladas pelo jornal O Globo, mostram que os negócios do contador entraram no radar da CPI do Crime Organizado devido a conexões financeiras suspeitas e transações de valores expressivos nos últimos anos.
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De acordo com os registros das investigações, Novo foi acusado pela Polícia Federal em 2020 por um esquema de emissão de notas fiscais falsas ocorrido entre 2013 e 2015, envolvendo executivos do setor automotivo. Na época, o montante desviado em sonegação fiscal e multas alcançou a cifra de R$ 94 milhões. O caso acabou arquivado pela Justiça Federal em 2021 após as empresas quitarem os débitos com o fisco, mas os dados da apuração continuam públicos e atraíram a atenção dos parlamentares que investigam fraudes financeiras.
A atual linha de investigação da CPI debruça-se sobre a movimentação da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. O escritório do parlamentar — que é pré-candidato à Presidência — emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil cada para empresas controladas por Rogério Novo. Uma delas foi destinada à Contábil Corrêa e permaneceu válida. As outras duas foram emitidas em nome da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. e acabaram canceladas. A Copenhagen virou o epicentro das suspeitas após a Receita Federal identificar que a firma recebeu repasses de R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025, operando com um capital social declarado de apenas R$ 40 e sem possuir sede real ou funcionários, o que levanta a tese de ser uma empresa de fachada.
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Em suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a legalidade de suas atividades profissionais e rechaçou qualquer envolvimento com o escândalo do Banco Master. O parlamentar confirmou que prestou serviços advocatícios legítimos para a Contábil Corrêa, justificando o recebimento do montante de R$ 500 mil. Sobre a Copenhagen, Flávio declarou ter recusado a prestação de serviços após negociações iniciais, motivo pelo qual procedeu ao cancelamento das duas notas fiscais de R$ 500 mil, garantindo que não movimentou nenhum recurso financeiro com a firma investigada. O contador Rogério Novo foi procurado para comentar o caso, mas não deu retorno.
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Com informações do jornal O Globo
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Fonte: PlantãoBrasil

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