ANJ e Globo alegam sigilo de fonte para defender investigado por monitoramento de Flávio Dino

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O esquema funcionava por meio de um blogueiro e influenciador mantido com informações privilegiadas passadas por um ex-delegado ligado ao bolsonarismo. Juntos, eles abasteciam a extrema direita local sobre os deslocamentos do ministro e até de sua equipe de segurança. Após a determinação de busca e apreensão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, os envolvidos passaram a alegar uma suposta violação do sigilo de fonte, omitindo que a obtenção e o repasse de dados por meios ilícitos não configuram exercício do jornalismo, mas sim cumplicidade em práticas criminosas.
Essa postura se assemelha à contradição observada em grandes veículos de comunicação no tratamento de outros casos de apuração. Quando Walter Delgatti Neto expôs os abusos cometidos pela Operação Lava Jato em Curitiba, a grande mídia nunca defendeu sua proteção sob a prerrogativa de fonte jornalística. Contudo, quando a atuação beneficia os métodos antidemocráticos promovidos por Jair Bolsonaro, por seus filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e por seus seguidores radicalizados, parte do setor de imprensa flexibiliza critérios para proteger apadrinhados políticos.
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Veja os vídeos no X:
Malu Gaspar: “O sigilo da fonte é garantido pela Constituição. Não há evidência de que o jornalista estivesse perseguindo Flávio Dino. Mesmo assim, houve buscas para tentar violar o sigilo. Isso é uma ameaça seríssima à democracia. Ministro do Supremo não está acima da… pic.twitter.com/lHRryN7b06
— Pri (@Pri_usabr1) August 12, 2026
SENTIU!
— Pri (@Pri_usabr1) August 13, 2026
Vera Magalhães resgata o meme “vigiar e punir, gostoso demais”, ironizando que antes elogiava Alexandre de Moraes e agora o critica, como se uma coisa necessariamente tivesse a ver com a outra. Mas, no fim, ela admite: a excepcionalidade pode ter virado regra. pic.twitter.com/7XHgi5UZbT
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As investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram a gravidade das ações do grupo envolvido na perseguição a Flávio Dino. Durante o cumprimento de um mandado autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, os agentes federais apreenderam um verdadeiro arsenal na residência do ex-deputado estadual e delegado aposentado Raimundo Cutrim, de 72 anos, composto por 26 armas de fogo e mais de 700 munições no Maranhão.
A narrativa de “ataque à liberdade de imprensa” caiu por terra com as informações trazidas por Otávio Guedes, que cala os argumentos de Malú Gaspar. Veja o vídeo no X:
?? OTÁVIO GUEDES ESCULACHA MALU GASPAR
— Só Quem é LULA 2026 (@So_Quem_e_Lula) August 12, 2026
A narrativa de “ataque à liberdade de imprensa” caiu por terra.
A “fonte” era um ex-delegado preso por homicídio e obstrução de justiça.
Tinha 26 armas e 500 munições em casa.
A “reportagem”? Monitoramento clandestino da esposa e dos… pic.twitter.com/O0OqLMdQC2
A Polícia Federal chegou ao nome de Raimundo Cutrim após periciar o material apreendido com o blogueiro Luís Pablo, investigado diretamente por perseguição e difamação contra o ministro do STF. Vale ressaltar que Raimundo Cutrim já cumpria prisão domiciliar por coação de testemunhas e obstrução de justiça no caso do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Há suspeitas de que a intimidação contra Flávio Dino esteja vinculada às ações do ex-delegado para proteger Gilbson Cutrim, seu parente distante envolvido no homicídio.
Com informações do DCM
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Fonte: PlantãoBrasil

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