Política · Segurança

Policiais mandam motorista de Haddad "VAZAR", após perseguição INJUSTIFICADA de 40 minutos

A truculência e os métodos abusivos de setores da segurança pública voltaram a ameaçar a integridade de lideranças progressistas e de seus trabalhadores. O ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, denunciou um grave episódio em que seu motorista foi perseguido por uma viatura da Polícia Militar paulista logo após deixá-lo em sua residência. A ação ocorreu de forma ostensiva e intimidadora por cerca de 40 minutos, evidenciando o uso desproporcional da força e a tentativa de apavorar a equipe de campanha do representante do Partido dos Trabalhadores.
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O cerco contra o trabalhador começou em uma das vias mais movimentadas da capital paulista. De acordo com o relato do advogado Hélio Silveira, o motorista notou a aproximação suspeita do veículo policial na Avenida 23 de Maio, importante ligação entre a zona sul e o centro da cidade. Para aumentar o tom de ameaça e dificultar a identificação, os agentes da Polícia Militar apagaram as luzes da viatura ao se aproximarem do automóvel da campanha, adotando uma postura completamente fora de qualquer protocolo legal.

Veja:


Diante do risco iminente, o trabalhador precisou agir com cautela para garantir a própria segurança física. Ele buscou abrigo no estacionamento de um hotel da região, local estrategicamente escolhido por contar com o monitoramento de câmeras de vigilância. Ao tentar dialogar com os policiais e entender o motivo daquela perseguição injustificada, o motorista foi recebido com hostilidade e rispidez pelos agentes, que se limitaram a responder com o xingamento "vaza daqui", recusando-se a prestar qualquer esclarecimento profissional.
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Abalado com a abordagem abusiva, o funcionário permaneceu no hotel até a saída da viatura para só então conseguir acionar a coordenação da campanha. Fernando Haddad revelou que o trabalhador ficou profundamente assustado com a situação de vulnerabilidade, destacando que havia três fuzis aparentes no interior do carro policial. O ex-ministro classificou a conduta como inaceitável e exigiu apuração rigorosa sobre a verdadeira motivação por trás desse cerco intimidatório.

Diante da repercussão do caso e das cobranças do setor progressista, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo determinou a identificação imediata das equipes da Polícia Militar encarregadas daquele patrulhamento. O próprio secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, entrou em contato telefônico com Fernando Haddad para solicitar dados adicionais sobre o trajeto e prometeu abrir procedimento investigativo para averiguar possíveis desvios de conduta e irregularidades na atuação dos policiais envolvidos.

Imagens registradas por câmeras de segurança do circuito da rua confirmaram a presença da viatura da Polícia Militar trafegando pelo local momentos antes da chegada da comitiva. Os registros mostram o carro que transportava Fernando Haddad estacionando em frente ao seu prédio, escoltado por outro veículo preto de apoio, momento em que o ex-ministro desembarcou com segurança antes que a perseguição ao seu motorista tivesse início.

Com informações do DCM







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Fonte: PlantãoBrasil

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