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PF apura envolvimento de Castro em irregularidades ambientais da Refit

O cerco judicial e policial voltou a se fechar contra os esquemas de corrupção da extrema-direita no Rio de Janeiro. A Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tendo como alvos centrais o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-secretário estadual Bernardo Rossi (União). A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão para apurar a concessão fraudulenta de licenças ambientais e o favorecimento criminoso à refinaria Refit, antiga Manguinhos, apontada como a maior devedora de impostos do país.

As investigações da PF revelam que a estrutura do estado do Rio de Janeiro foi mobilizada para favorecer o conglomerado empresarial controlado por Ricardo Magro, investigado por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e conexões com o crime organizado. A liberação irregular da Licença de Operação de Regularização ocorreu com velocidade atípica após a troca de comando na Secretaria do Ambiente, superando exigências técnicas fundamentais sobre contaminação do solo e beneficiando diretamente a refinaria, que acumula uma dívida tributária superior a R$ 25 bilhões com os cofres públicos.
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Além das negociatas no setor de combustíveis, os agentes da Polícia Federal miraram as mordomias e o patrimônio associados ao grupo político de Castro. Mandados foram cumpridos em imóveis de luxo frequentados ou ocupados pelo ex-governador em Petrópolis e na Barra da Tijuca, pertencentes a empresários contratados pelo governo estadual ou ex-integrantes da gestão. Aoperação resultou na apreensão de carros de luxo avaliados em centenas de milhares de reais, escancarando as conexões entre o poder público e privilégios privados.
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Diante do avanço das provas colhidas pela Polícia Federal e do desmonte das frentes ilegais da empresa, a Agência Nacional do Petróleo revogou a autorização de funcionamento da refinaria, enquanto o governo fluminense solicitou a conversão da recuperação judicial do grupo em falência. O caso expõe o modus operandi das gestões alinhadas ao bolsonarismo no Estado, marcadas pelo aparelhamento das instituições públicas em benefício de grandes sonegadores e pelo avanço de investigações sobre esquemas financeiros nebulosos.
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Com informações do O Globo

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Fonte: PlantãoBrasil

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