Justiça

André Mendonça afirma que dois primeiros anos no STF foram de muita infelicidade

Em pronunciamento durante o encerramento do 5º Seminário Nacional da Anamel, realizado no Instituto Presbiteriano Mackenzie em São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça defendeu que os integrantes da magistratura devem focar o serviço à sociedade e à Justiça, destacando que a profissão não deve ser vista como um caminho para o enriquecimento ou o acúmulo de patrimônio.
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O integrante da Suprema Corte reconheceu que os magistrados desfrutam de patamares remuneratórios elevados e superiores à média da população, mas ponderou que a atuação no Judiciário exige a administração contínua de despesas e responsabilidades financeiras. Atualmente, o vencimento mensal de um ministro do STF corresponde ao teto constitucional do funcionalismo público, fixado em R$ 46.300.

Ao comentar os rendimentos da categoria na América do Sul, levantamentos comparativos indicam que o Brasil figura entre as nações com maior discrepância entre os ganhos dos membros da Suprema Corte e a renda média dos cidadãos. No entanto, em países como o Peru, essa proporção registra patamares ainda mais distantes, com magistrados recebendo quantias substancialmente superiores ao rendimento médio do eleitorado local.
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Além do subsídio fixo previsto em lei, os integrantes do Supremo Tribunal Federal têm direito a prerrogativas legais associadas ao exercício do cargo, como o abono de permanência para aqueles que completaram os requisitos de aposentadoria voluntária e seguem em atividade, além de esquema de segurança individual em compromissos públicos e privados.

Em tom pessoal, André Mendonça fez um balanço de sua atuação no STF, revelando ter enfrentado períodos de grande infelicidade nos dois primeiros anos de mandato. O magistrado avaliou que alcançar a Suprema Corte representa o ápice da carreira jurídica, mas salientou que a função traz encargos severos e que a associação direta ao rótulo "terrivelmente evangélico" o fez afastar-se por três anos de pregações e atividades eclesiásticas públicas.

O ministro abordou também a representatividade no sistema de Justiça, mencionando levantamentos do Conselho Nacional de Justiça que apontam uma proporção expressiva de ateus e agnósticos entre os magistrados. Mendonça enfatizou que a ampliação do alcance de evangélicos no Judiciário, no Ministério Público e nas defensorias deve ocorrer pela igualdade de condições nas disputas e pelo mérito profissional, defendendo uma postura de liderança pautada pela humildade.

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Com informações do DCM

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Fonte: PlantaoBrasil

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