Política

Guerra no PL: Perfis de Eduardo e Carlos Bolsonaro atacam aliados de Nikolas Ferreira

A permanente disputa de egos e o temor de perda de hegemonia deflagraram uma guerra aberta no seio da extrema direita. Perfis ligados ao deputado Eduardo Bolsonaro, de São Paulo, e ao vereador Carlos Bolsonaro, do Rio de Janeiro, deram início a uma série de ataques orquestrados contra os candidatos apoiados pelo deputado federal Nikolas Ferreira, de Minas Gerais. A fúria do clã decorre da acusação de que o grupo do parlamentar mineiro estaria escanteando a imagem do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, para promover um projeto político próprio.
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Os detratores passaram a classificar pejorativamente essa rede de apoio como "Bancada Nikolas", sustentando que o deputado mineiro estimula um movimento ególatra que ignora a liderança formal da família Bolsonaro. As críticas ganharam força nas redes sociais após a divulgação de materiais de propaganda em que postulantes a cargos proporcionais preferem associar suas identidades visuais a Nikolas Ferreira do que se vincular à imagem vacilante de Flávio Bolsonaro nas peças de rua e santinhos.

A crise escalou quando influenciadores do setor radical denunciaram que materiais de campanha no Rio de Janeiro e em outros estados substituíram explicitamente a imagem de Flávio pela de Nikolas. Militantes fiéis aos filhos do ex-presidente acusaram os candidatos jovens de decretar o fim do bolsonarismo tradicional para pregar um projeto pessoal do deputado mineiro, chegando a classificar os próprios correligionários e aliados de bancada como adversários internos mais perigosos do que a oposição progressista.
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A aliança costurada por Nikolas Ferreira estende-se por Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, abarcando nomes do PL e de outras siglas conservadoras. Esse movimento de expansão regional gerou paranoia entre os filhos do ex-presidente, que suspeitam de uma articulação para desidratar o domínio da família, tomar o controle da direita nacional e eventualmente migrar com aliados para outra legenda partidária no futuro.

Apesar das acusações de infidelidade, Nikolas Ferreira nega publicamente qualquer intenção de rompimento com o clã, reafirmando sua submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro. Contudo, a reação ostensiva dos irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro expõe a fragilidade da articulação da extrema direita e o desespero de uma dinastia que teme perder a exclusividade sobre seu eleitorado.

O fogo amigo na pré-campanha explicita as fissuras de um grupo motivado por conveniências eleitorais e vaidades pessoais. Enquanto tentam conter a ascensão de novas lideranças internas, os herdeiros do bolsonarismo escancaram o clima de desconfiança e isolamento que corrói o próprio partido por dentro.

Com informações do DCM

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Fonte: PlantaoBrasil

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