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João Carlos Mansur negocia delação com a PGR e entrega ramificações financeiras do Banco Master

A proposta de delação premiada apresentada por João Carlos Falbo Mansur, ex-dono da Reag Investimentos, à Procuradoria-Geral da República coloca o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, no centro de um vasto esquema de fraudes financeiras. O executivo formalizou a entrega de 17 anexos documentais à PGR e à Polícia Federal, comprometendo-se a pagar R$ 40 milhões em multas relativas aos ganhos obtidos na gestora. O acordo aguarda análise de homologação pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.
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Nas revelações entregues aos investigadores, João Carlos Falbo Mansur detalha como fundos de investimento administrados pela Reag foram estruturados para desviar vultosos recursos do Banco Master desde 2019. O ex-dono da gestora indica que laranjas e estruturas offshore no exterior foram mobilizados para ocultar os reais beneficiários das transações. As provas apresentadas contêm registros de negociações diretas comprovando que Daniel Vorcaro comandava e tinha plena ciência de todas as operações irregulares.

A delação desmonta as operações de triangulação financeira utilizadas para inflar artificialmente o patrimônio da instituição em momentos de crise de liquidez. O Banco Master concedia empréstimos a empresas de fachada sem atividade real, que imediatamente aplicavam os valores em fundos da Reag para adquirir ativos podres ou sem valor de mercado. Um dos casos mais emblemáticos envolveu o fundo High Tower, que comprou dívidas podres do extinto Besc por R$ 850 milhões e as registrou fraudulentamente por R$ 10 bilhões no balanço.
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O acervo documental revela também ramificações que alcançam expoentes da oposição. O ex-prefeito ACM Neto aparece como cotista exclusivo do fundo Seattle 95, administrado pela Reag, que direcionou 98,6% de seu patrimônio para aplicações ligadas a empréstimos do Banco Master. O político aportou R$ 7,92 milhões no veículo financeiro, obtendo rendimentos e um patrimônio de R$ 11,94 milhões sob a intermediação da gestora investigada por lavagem de dinheiro.

Outro ponto do depoimento envolve o senador Jaques Wagner, citado em relação a uma solicitação de ingressos para apresentação musical em 2023, compra que o parlamentar esclareceu ter sido um pedido estritamente pessoal a um amigo, sem qualquer relação com a empresa Reag ou com João Carlos Falbo Mansur. Além da negociação no STF pela Operação Compliance Zero, João Carlos Falbo Mansur negocia em paralelo com o Ministério Público de São Paulo na Operação Carbono Oculto.

O avanço das investigações conduzidas pelas instituições republicanas e supervisionadas pelo STF reforça o compromisso de combater o uso de engenhosidades financeiras para a ocultação de patrimônio ilícito. Ao expor a rede de fundos simulados do Banco Master e suas conexões políticas, a Justiça e a Polícia Federal reafirmam a transparência no mercado de capitais e o rigor no combate aos crimes contra o sistema financeiro.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: PlantaoBrasil

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