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Cúpula da PF acusa André Mendonça de atropelar a lei e virar "juiz investigador" no caso Banco Master

A tensão institucional entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, atingiu o ponto máximo de fervura. Integrantes da alta cúpula da corporação acusam abertamente o magistrado de interferir de forma indevida nas investigações do escândalo do Banco Master após Mendonça tomar, em segredo e sem a presença de nenhum investigador, o depoimento do ex-dono da instituição financeira, o empresário preso Daniel Vorcaro. Em tom de forte ironia e revolta, delegados passaram a classificar a conduta atípica do magistrado como a de um autêntico "juiz investigador".
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Além de excluir a PF da oitiva e sonegar a cópia do depoimento aos agentes responsáveis pelo caso, o ministro passou a exigir acesso direto tanto aos dados brutos das apreensões quanto aos sistemas de busca da corporação. O gabinete do magistrado alegou ter aplicado normas do CNJ devido a supostas "intimidações" relatadas pela defesa do ex-banqueiro, justificativa que foi recebida com total desconfiança e deboche pelos investigadores. O movimento atípico renova o atrito iniciado em julho, quando a corporação acionou a AGU contra as pressões do ministro por informações sigilosas, escancarando a crise nos bastidores da Corte.
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Com informações do SBT News

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Fonte: PlantãoBrasil

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